Nascido em Valença, interior do Rio de Janeiro, Silvestre iniciou a sua carreira na extinta Bloch Editores, com reportagens para as revistas Manchete, Fatos & Fotos, Pais e Filhos. Mais tarde fez parte da jovem equipe que tentou, sem sucesso, revitalizar a revista O Cruzeiro. O jornalista destacou-se ao cobrir o atentado às torres gêmeas. Seu feito rendeu uma cobertura para o Plantão da Globo, que “invadiu” a programação da TV Globo no dia 11, além das reportagens que o Jornal Nacional exibiu naqueles dias. Também reportou fatos no Iraque, em meio à guerra que o governo dos EUA havia provocado.
Foi mais ousado. Além de ser o primeiro jornalista a cobrir o atentado, foi autor da reportagem que revelou os esconderijos, na Flórida, de Mohammed Atta e outros terroristas responsáveis pelos atentados ao World Trade Center. Ainda na Flórida, cobriu a passagem de furacões neste local e na América Central. Informou aos brasileiros sobre a histórica visita do Papa João Paulo II a Cuba em 1998 e participou de importantes coberturas de premiações de Hollywood, como o Golden Globe e o Oscar.
Reuniu alguns dos momentos mais marcantes de seu período como entrevistador em Contestadores, que traz 18 entrevistas reveladoras com personalidades como Camille Paglia, Salman Rushdie, Paulo Francis, Edward Said e Norman Mailer. Edney tem a capacidade de, através de perguntas que fogem do óbvio, arrancar respostas extraordinárias de seus entrevistados, o que faz de suas entrevistas grandes marcos do trabalho jornalístico.
O repórter atua, hoje, no Rio de janeiro, onde faz reportagens para os diversos telejornais da Rede Globo. Ele também apresenta o programa Espaço Aberto, do canal Globo News e possui uma coluna semanal no RJTV, jornalístico regional. Em sua carreira de escritor, Silvestre lançou no ano de 2009, o romance Se eu fechar os olhos agora. Em entrevista à Editora Saraiva, no lançamento de seu livro, foi perguntado sobre problemas que teve ao longo de sua trajetória como repórter internacional. Comovido, ele revelou a perda das amizades. “Quando me mudei para os EUA, em 1990, perdi o contato com meus amigos do Brasil. E quando voltei, também perdi o contato com os amigos de lá”.