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Agência de Notícias
Alisson Reis Gonzaga
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Validade da vacinação contra o vírus da Nova Gripe levanta discussão
 

A seguir, dando voz àqueles que questionam a validade e os efeitos colaterais da vacina, eis um relato de um caso grave de reação adversa à vacina H1N1, postado por uma jovem de Curitiba no orkut. A sua página de relacionamento pareceu bem autêntica, com mais de 500 amigos, fotos com namorado, e os amigos desejando melhoras para a sua doença. "Gente, estou desolada. Tomei a vacina lá pelo dia 10 de abril, não tive reação nenhuma apenas dor no braço, como todo mundo! No dia das mães comecei a sentir dor de garganta... e só piorei, veio a gripe com tudo... dor no corpo, febre, etc! Aí fui ao médico na quinta feira quando vi que só piorava, aí o médico me entupiu de remédios, corticóide, antibiótico, remédio pra dor e febre e xarope! Melhorei muito pouco, no sábado fomos ao hospital novamente, estava muito mal da garganta, febre, tosse... aí o médico me receitou uma injeção de dirpospan e disse que se eu não melhorasse até segunda, era pra eu ir atrás do tamiflu e me deu a receita! No sábado, comecei a sentir dores nas juntas(tornozelos e joelhos, fora as costas). Na segunda eu estava melhor, então nos despreocupamos! Mas na terça de manhã, tive uma recaída, com febre, pressão alta, mal estar e dores nos cotovelos, tornozelos, joelhos e até punhos!!! Sentia fortes dores com queimação nas costas. Corremos pro hospital... dessa vez outro hospital... a médica disse não haver teste pra comprovar a gripe h1n1, e sim teste pra influenza. Mas que ela não tinha dúvidas que eu estava com a gripe mesmo!!! Me exigiu 5 dias de repouso e tomar o tamiflu! Hoje já me sinto melhor, tomei a primeira dose na terça à noite, passei muito mal nos dois primeiros dias com fortes dores no peito, costas e juntas. Senti pontadas e sensação de estufamento! Foi muito ruím! Tenho suado muito durante a noite. Ainda estou preocupada, mas agora já estou começando a sentir melhora! Alguém mais passou por algo parecido? Vocês sabiam que não existe teste pra comprovar o vírus? E não é muito estranho, mesmo vacinada, eu pegar a gripe???"
 
Em reação a declarações e casos como dessa jovem curitibana, o Ministério da Saúde criou um boletim especial em sua página na internet, a fim de esclarecer ao máximo tais boatos.  Intitulado “Eventos Adversos Pós-Vacinação” (EAPV), o Sistema de Vigilância dos Eventos Adversos Pós-Vacinação é importante para a manutenção da credibilidade das vacinas, pois ele assessora os profissionais de saúde nas ações de vigilância, no acompanhamento e análise dos eventos ocorridos.
 
No Boletim, o Ministério da saúde, devidamente capacitado para tal discussão sobre a validade da vacina, faz uso de vários tópicos bem objetivos e simples em relação à linguagem adotada, assim como utiliza um fluxograma de informação sobre os caminhos a serem tomados em relação às queixas quanto a este assunto. Também há no Boletim importantes detalhes que podem sanar dúvidas de várias pessoas quanto à validade da vacina, sua composição e devidas contra indicações. Mais informações é só acessar a página pela internet:  http://www.saude.ba.gov.br/divep/arquivos/COPIM/Informes/Boletim%20Informativo-EAPV%20-%20H1N1.pdf .
 
O Surgimento da Gripe “Suína” e sua chegada ao Brasil
 
A gripe foi inicialmente detectada no México no final de março de 2009 e desde então se alastrou por diversos países. Desde junho de 2009 a OMS elevou o nível de alerta de pandemia  para fase 06, indicando ampla transmissão em pelo menos 02 continentes.
 
Os sinais e sintomas da gripe suína são semelhantes aos da gripe comum, tais como febre, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dor na garganta e fraqueza. Entretanto, diferentemente da gripe comum, ela costuma apresentar complicações em pessoas jovens.
 
Já no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, o primeiro caso de transmissão sustentada da nova gripe, inclusive com óbito confirmado, ocorreu em São Paulo, no dia 30 de junho de 2009. Em Minas Gerais, mais especificamente no Campo das Vertentes, os primeiros casos foram confirmados pela secretaria estadual de saúde no posterior mês de Julho, nas cidades de Barbacena e Cataguases. O paciente desta cidade teria contraído o vírus H1N1 em viagem a São Paulo, enquanto o cidadão de Barbacena teria sido infectado durante o tratamento de dois estudantes que também tiveram a doença.
 
No ano passado, foram registrados 2.051 óbitos em todo o país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 entre gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total) e os de 30 a 39 concentraram 22% das mortes (454, no total).
 
O início da vacinação
 
O órgão responsável pela distribuição da vacina para todo o Brasil é o Ministério da Saúde, que, segundo o governo paulista, deve recebeu até o início de março 83 milhões de doses da vacina.
 
O governo brasileiro gastou R$ 1 bilhão nas 83 milhões de doses da vacina. Os primeiros lotes já começaram a chegar ao Brasil no início de 2010 e foram enviadas de forma escalonada. De acordo com o Diretor da Fundação Butantan, José Guedes, o instituto dará início sua própria produção de vacina provavelmente em agosto.
 
Os equipamentos direcionados a produção da vacina já estão sendo testados pela Sanofi e esperam a autorização da Anvisa para que a produção tenha início.
 
O instituto pretende entregar a vacina em julho de 2011. A fábrica possui capacidade de gerar 50 milhões de doses por ano, podendo possibilitar a ampliação da população selecionada.
 
Além de gerar vacinas próprias, o instituto possui o objetivo de embalar as doses enviadas ao Brasil. O instituto Butantan já recebeu 5,6 milhões de doses – 13,5% do total encomendado.
 
Somente em 2009, os adultos entre 30 e 39 anos representaram a maior parcela de mortes causadas pelo vírus influenza A (H1N1): 22% do total de 2.051 óbitos registrados. A campanha, gratuita, começou em 8 de março, dividida em cinco etapas, conforme o público-alvo e a tabela abaixo. As crianças entre seis meses e dois anos ainda precisam tomar a segunda meia dose da vacina, o que deve ocorrer 30 dias depois da primeira.


Vacinação também provoca receio na população do Campo das Vertentes
 
A vacinação contra o vírus causador da gripe “suína” tem gerado ainda mais receio na população do Campo das Vertentes. Isto porque, em algumas pessoas, a imunização pode provocar, além dos efeitos colaterais já conhecidos como dores de cabeça e no braço, um falso resultado positivo em testes que detectam a presença do vírus HIV (AIDS) no organismo.
 
De acordo com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o imunizante da chamada nova gripe provoca durante cerca de trinta dias um aumento na quantidade do anticorpo imunoglobina-m, tido como indicativo do vírus HIV no exame. Desde já, não há motivo para pânico, assegurou Temporão em entrevista coletiva no Rio de Janeiro
 
Na coletiva concedida à imprensa, sexta, dia 21 de maio, o ministro afirmou que ainda não foram registrados casos de diagnósticos equivocados de Aids no país. Recomendou aos trabalhadores de saúde que perguntem às pessoas que vão fazer o exame se elas tomaram a vacina contra a gripe A recentemente. José Gomes temporão aproveitou para divulgar um balanço da campanha nacional de vacinação. Desde março, 61 milhões de pessoas já foram imunizadas contra a doença, o que representa 70% dos públicos-alvos.
 
Segundo a Secretaria de Saúde de São João Del Rei, a vacina realmente provoca efeitos colaterais em alguns pacientes, tais como: dor de cabeça, leve febre, dor no local da aplicação e rubor. Diante da notificação de vários casos dessa espécie na cidade e também na região, a secretaria informa que todos eles foram notificados em uma ficha própria e enviados para o Estado. A secretaria reafirma que a população não pode deixar de se proteger contra o H1N1, ainda mais com a chegada do inverno, estação propícia a proliferação dos vírus gripais. Em 2010, São João Del Rei registrou dois casos suspeitos da gripe A, ainda não confirmados.
 
Recentemente o México, país de origem da gripe suína, calculou seus gastos econômicos em função do combate, tratamento e prevenção da virose. Dados do governo mexicano apontam que o montante pode ultrapassar os US$ 2 bilhões, podendo até chegar aos US$ 4 bilhões, quantia gasta em menos de ano e meio após o registro do primeiro caso no país. Por lá, a gripe causou a morte de pelo menos 1200 pessoas e mais de 74 mil contágios, de acordo com dados oficiais.
 
Novos cuidados contra a gripe A
 
A higiene das mãos é um dos cuidados mais importantes para se evitar o contágio da gripe. O vírus pode estar em qualquer lugar com o qual uma pessoa contaminada tenha tido contato. Basta um simples contato e pronto, ocorre a infecção. “Esses micróbios podem permanecer por horas em superfícies como mesas, talheres, copos e maçanetas”, diz o microbiologista José Antônio Guimarães.

Pesquisas com amostras das mãos de alunos, antes e depois de utilizarem o álcool gel em escolas, revelam a eficácia do álcool gel no combate ao vírus da gripe. O resultado é parecido nas amostras de crianças que lavaram as mãos com água e sabão. José Antônio Guimarães explica também o procedimento correto ao lavar as mãos. “Deve-se colocar um pouco mais de sabão nas mãos pra fazer espuma e evitar tocar o fundo da pia”, recomendou o infectologista que concluiu lembrando os cuidados ao se espirrar, tossir e ao usar um bebedouro.
 
Prorrogação da Vacinação contra o H1N1
 
O Ministério da Saúde emitiu nesta quarta-feira, 2 de junho 2010, uma recomendação aos Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais e Municipais de Saúde para que os municípios continuem a vacinar contra a gripe H1N1 crianças acima de 2 anos e abaixo de 5 e adultos entre 30 e 39 anos. A campanha nacional de vacinação contra a gripe H1N1 foi encerrada oficialmente nesta quarta.
 
O Ministério pretende usar a campanha nacional contra a pólio, no próximo dia 12, para aumentar a vacinação na faixa etária de 2 a 5 anos, a mesma que vai ser imunizada contra a paralisia infantil. A vacinação de adultos entre 30 e 39 anos no mesmo dia será uma decisão de cada município.
 
Essas duas faixas etárias ficaram abaixo da meta de vacinação do ministério. Na faixa de 30 a 39 anos, foram atingidos 60% do público-alvo (17,5 milhões de vacinados) e na de 2 a 5 anos, foram atingidos apenas 10% (1 milhão de vacinados). A meta do ministério era imunizar pelo menos 80% de todos os públicos-alvo da campanha.
 
De janeiro a 8 de maio do ano passado, foram registradas 540 internações e 64 mortes em decorrência da gripe H1N1 – segundo o ministério, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos foram em gestantes. Por conta disso, o ministério recomenda que gestantes procurem um posto para tomar a vacina, em qualquer momento da gravidez.

     
 
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