Nasceu em 30 de dezembro de 1955, em São Paulo. Começou a trabalhar como jornalista com apenas 15 anos como estagiário do Jornal da Tarde, vespertino paulistano. Enquanto reorganizava pastas no arquivo do jornal, aproveitava para estudar assuntos do noticiário nacional e internacional. Mesmo sendo menor de idade, acabou contratado depois que o editor percebeu a qualidade de seu texto. Formou-se em jornalismo, anos depois, na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.
Enquanto Luís Fernando trabalhava no JT, o jornal recebeu oito Prêmios Esso – incluindo dois na categoria “equipe”. Graças a isso, em 1976, ele e outros profissionais do jornal foram convidados para compor a redação do Bom dia São Paulo, telejornal local matinal que estava sendo criado na TV Globo. Na nova função, o repórter produzia matérias de serviços, de política local e tomava café da manhã com os entrevistados. Entre diversas personalidades, entrevistou o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Delfim Netto, o prefeito Olavo Setúbal e a atriz Dercy Gonçalves.
Ficou no Bom dia São Paulo até 1977, quando foi enviado para ser correspondente da Globo em Buenos Aires, substituindo o jornalista Ricardo Pereira. A estada durou apenas 45 dias, mas o trabalho foi intenso. Graças a um colega correspondente, foi procurado por um grupo de mães e avós de desaparecidos políticos que viriam a se tornar as Mães da Praça de Maio. Luís Fernando acompanhou a primeira manifestação do movimento, em frente à Casa Rosada (sede do governo), em abril, chegou a ser detido pela polícia política argentina junto com o cinegrafista Newton Quilichini. No entanto, conseguiram ludibriar as autoridades e esconderam o rolo de filme antes que fosse confiscado. A matéria foi exibida no Jornal Nacional, ainda em pleno regime militar.
Após a primeira experiência no exterior, foi para a sucursal de Brasília, onde conviveu com Álvaro Pereira, Marilena Chiarelli, Antônio Britto e Toninho Drummond, entre outros, e cobriu viagens internacionais do presidente Ernesto Geisel. Em 1979, deixou a empresa para fazer pós-graduação na Espanha, mas continuou trabalhando para a Globo como free-lancer em outros países.
Durante a cobertura da revolução na Nicarágua, no mesmo ano, o carro da equipe em que Luís Fernando estava chegou a ser atacado pela aviação do governo de Anastasio Somoza. Ainda assim, os jornalistas chegaram a tempo de gravar a entrada dos sandinistas em Manágua, capital do país. De lá, foi a Nova York para cobrir férias de um correspondente local durante três meses.
Em 1980, Luís Fernando Silva Pinto foi chamado para ser correspondente da rede em Londres, onde trabalhou com Carlos Castilho, Roberto Feith, Sandra Passarinho, Ricardo Pereira, Hermano Henning e Sílio Boccanera. A partir da base na capital britânica, cobriu o assassinato do presidente egípcio Anuar Sadat, em 1980, o atentado ao papa João Paulo II e o casamento do Príncipe Charles e Lady Di, em 1981, a Guerra das Malvinas, em 1982, a campanha de Israel contra o Líbano, a fome na Etiópia (onde produziu um Globo repórter), a guerrilha separatista na Irlanda do Norte e o início da Guerra Irã-Iraque (1980-1988). Também viajou para algumas coberturas especiais, como a primeira visita de João Paulo II ao Brasil, em 1980 (acompanhando o papa no avião), e o enterro de Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia, assassinada em outubro de 1984. Em 1985, Luís Fernando Silva Pinto realizou um Globo repórter sobre os 40 anos do ataque com bomba nuclear em Hiroxima, no Japão.
O jornalista permaneceu em Londres até 1986, quando foi transferido para Washington. No ano da sua chegada à capital dos Estados Unidos, cobriu fatos como a crise Irã-Contras, as quedas dos ditadores Ferdinand Marcos (Filipinas) e Baby Doc (Haiti), o acidente da nave Challenger e o ataque dos EUA à Líbia. Em 1987, acompanhou a visita do dirigente soviético Mikhail Gorbatchov a Washington para a assinatura de um tratado que previa o desarmamento nuclear parcial das duas superpotências. No ano seguinte, cobriu a eleição de George Bush, pai.
Entre 1989 e 1995, foi colaborador do Fantástico, deixando a política internacional de lado em matérias mais descontraídas e autorais. Entrou no carro de corrida de Ayrton Senna, voou num caça F-15, montou um bezerro bravo em um rodeio, desceu corredeiras de um rio com prancha de isopor, participou de um rali de moto no deserto e gravou passagem no alto de uma montanha russa, entre outras. Mas, em junho de 1989, ocorreu o massacre na Praça da Paz Celestial em Pequim, e Luís Fernando pediu ao diretor-geral do programa, José Itamar de Freitas, para ir à China acompanhar os acontecimentos. O pedido foi aceito e o repórter embarcou na mesma noite.
No ano seguinte, o escritório da Globo em Washington foi fechado e, para não ser remanejado para Nova York, Luís Fernando Silva Pinto pediu demissão novamente. Mas continuou fazendo matérias para o Fantástico como free-lancer nos Estados Unidos, por meio de sua própria produtora. Em 1991, fez a cobertura da Guerra do Golfo para a Telemontecarlo (controlada em 50% pelas Organizações Globo) a partir da capital norte-americana. De 1995 a 2001, produziu programas semanais para o canal GNT, da Globosat, e colaborou com o programa Milênio, da GloboNews.
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