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| O Leitor é o Autor |
Roberta Coelho Reis |
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| Jornal das Lajes >
O Leitor é o Autor
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Moramos em uma pequena cidade e mesmo assim somos obrigados a enfrentar situações desagradáveis. Na zona urbana tudo parece estar bem nas áreas onde vários turistas passam, mas não é isso que acontece em alguns lugares de nossa cidade. O que mais vem incomodando os moradores é a precária situação de ruas em alguns bairros de Resende Costa.
Pensando bem, isso não é nada, perto das situações que nossa zona rural vem enfrentando. E os riscos vieram aumentando com as chuvas. Os habitantes estão enfrentando estradas em péssimas situações, cheias de buracos, sem cascalhos, cheias de valetas, e se algum carro chegar a cair dentro, só com a ajuda de um trator, ou bois para ser arrastado. E se as pessoas que estiverem nesse veículo não conhecerem ninguém nessa região, o que elas vão fazer? Esperar ajuda por ali mesmo? E se ninguém passar por ali, como farão? Além das estradas ruins, mata burros quebrados e bueiros destruídos.
O pior é para nós estudantes que temos de sair mais cedo do que o normal, porque os motoristas têm que andar muito devagar para não quebrarem os carros que, se fossem menores, ainda ajudaria um pouco. O número de alunos é grande; precisamos nos locomover com Kombi e ônibus, que são carros que não desenvolvem bem no barro, principalmente quando não se tem cascalho. Saímos cedo de casa e quando chove, chegamos mais tarde do que o normal, porque ficamos agarrados, esperando alguém para nos arrastar dali. Estudantes chegam em casa e encontram seus responsáveis preocupados. Então, quando questionam as pessoas que são encarregadas pelas obras e estradas no município, a única coisa que eles respondem é: “Estamos tomando providências para a situação. E semana que vem estaremos resolvendo seus problemas”. Enquanto esperamos essa semana que nunca chega, os problemas só aumentam.
Alguns moradores resolveram se unir e pagar do próprio bolso para arrumar alguns trechos da estrada. Mas nem sempre isso possível, pois, para começar, a desunião é grande e a situação financeira dos moradores não é favorável.
Esse é um simples apelo para que haja mudança. Aguardamos providências.
Roberta Coelho Reis, 14 anos. Estudante do 1º ano do ensino médio, da Escola Municipal Paula Assis. Moradora da zona rural do município de Resende Costa.
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Isso, esse, isto, aquilo...
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Dinheiro é muito bom e necessário, mas pra quê tamanha ganância? Em meio a mais um turbilhão de escândalos políticos que se sucedem, nos deparamos também com tragédias, muitas delas ligadas à força da natureza, demonstrando seu poder como quem dá uma resposta em relação aos maus tratos do homem. Vale ressaltar que tanto a desonestidade quanto a degradação do meio-ambiente ocorrem em todo o mundo, não sendo “privilégio” somente do Brasil. Assim como também é importante frisar que há políticos honestos e que em todas as classes sociais, econômicas e profissionais existem os “bons” e os “maus”.
Vivemos em um mundo capitalista, no qual o dinheiro “fala” mais alto, superando até valores primordiais como respeito, gentileza e amor ao próximo. Isso é facilmente percebido nos shoppings centers, por exemplo, onde, infelizmente, as pessoas que podem comprar isso, esse, isto, aquilo são mais bem tratadas do que outras que não possuem a mesma conta bancária favorecida. Mas vamos voltar nosso foco para o meio-ambiente... Você se lembra da tragédia que acometeu Angra dos Reis (RJ) no último réveillon? Pois é, foram mais de 50 mortes nos deslizamentos de terra, muitos deles provocados pela ganância do ser humano, que construiu irregularmente inúmeras casas luxuosas onde o espaço era da Mãe Natureza.
Lá morreram ricos e pobres. Em termos monetários, nenhuma vítima fatal levou nada. E em relação aos que deixaram como herança bons ensinamentos e sentimentos, quantos foram? É isto o que realmente importa! É o nome como exemplo de caráter, honestidade, são os sentimentos de saudade das pessoas que se foram, mas que deixaram boas lembranças, o legado do bem, do amor! A todos peço, encarecidamente, para que reflitam sobre esta crônica e que respeitem a natureza e o ser humano, não os degradando! |
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