Estudantes de Resende Costa se destacam na OBMEP 2017


Educação

Vanuza Resende0

As escolas de Resende Costa estão comemorando os bons resultados de seus alunos na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas - OBMEP 2017. Os resultados foram divulgados em novembro e seis alunos da cidade foram premiados. Na edição anterior, houve apenas um medalhista no município. 2017 bateu o recorde de 2013 e 2014, uma vez que os alunos representantes de Resende Costa foram contemplados com quatro medalhas.

Para Goretti Resende, professora de matemática das escolas Paula Assis e Assis Resende, a olimpíada vai além das premiações. “Um dos objetivos da olimpíada é descobrir o talento, o gosto pela matemática. Nas provas, a gente acaba descobrindo os talentos e aí é que entra o apoio da escola, da família e a dedicação do aluno fazendo a diferença”, diz a professora.

Os alunos Jonas Marciel Assis, Vanessa Aparecida Ribeiro e Wellington Geraldo Resende receberam medalha de prata. Já os estudantes Bárbara Lana de Resende, Gabriel Sacramento Resende e Vitor Domingos Baracat Rezende receberam medalha de bronze. Além dos medalhistas, 16 alunos de Resende Costa receberam Menção Honrosa pelo bom desempenho na OBMEP. 

Aluna do 9° ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Assis Resende, Bárbara Lana, medalhista na categoria bronze, fala sobre sua preparação para a OBMEP 2017: “A minha preparação para a olimpíada deste ano foi diferenciada, não tirando o mérito da Escola Estadual Assis Resende e de seus professores e sobretudo dos meus pais que são meus grandes incentivadores. Em 2017, eu tive a ajuda do Instituto Cientifico de Resende Costa, que ofereceram aulas preparatórias para a OBMEP. Os membros do ICRC, Eduardo Assis e Rodrigo Silva, foram quem me preparam e sem dúvidas devo a eles esta conquista”.

Os professores procuram incentivar os alunos através de pontos de participação nas etapas das olimpíadas. Para Cleisiane Sousa, professora de matemática na Escola Estadual Assis Resende, os alunos são bastante participativos. “Eles estão sempre procurando, mostrando atividades e exercícios anteriores. Porque os alunos querem ir para a segunda fase, a gente incentiva a todo momento; o incentivo aqui é contínuo”.

A professora Sirléia Rodrigues acredita que houve evolução dos alunos nas últimas edições da OBMEP, o que explica o aumento no número de medalhas. “Nós já esperávamos que o número de medalhas aumentaria, os alunos vêm discutindo mais, querendo aprender e estudar mais. Eles montam grupo entre eles para discussão de questões, estudos direcionados para a prova, um consegue desenvolver (questões) e passa para outros e isso é interessante”, diz Sirléia.

O estudante Jonas Marciel Assis, do 3° ano do Ensino Médio da Escola Municipal Paula Assis, tem um bom histórico em suas participações nas olimpíadas de matemática. Em 2012, ele ganhou medalha de prata, em 2014 foi medalhista na categoria bronze, além de menções honrosas em 2013, 2015 e 2016. O aluno conta que, além de usar os conhecimentos gerais e raciocínio, estudou através de provas anteriores disponíveis no site da OBMEP.  Em seu último ano escolar, Jonas já planeja um futuro acadêmico com o bom desempenho conquistado na prova. “Essa premiação me oferece uma bolsa com curso de iniciação cientifica e posso aprender várias coisas com esse estudo. E no futuro, a exemplo do meu irmão Eduardo que também ganhou várias medalhas na OBMEP, essa premiação vai para o meu currículo, posso ganhar bolsas e benefícios dentro da faculdade e ainda me ajudar no campo de trabalho”, planeja Jonas.

Paulo Victor Assis, estudante de Engenharia Mecânica na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), ganhou medalhas de bronze e de prata quando cursava o ensino médio na E.E. Assis Resende. O jovem contou ao JL a sua experiência de ser um medalhista da OBMEP: “Os medalhistas recebem uma ajuda enorme, isso porque ainda no ensino básico já realizam a iniciação científica que é júnior e, assim, mantém contato direto com os professores universitários. Ao ingressar na faculdade, outros projetos como o PIC (Projeto de Iniciação Científica) e, através do contato com os professores, convites para a participação em projetos de várias áreas”.

 

Próximas olimpíadas comprometidas

Neste ano, a OBMEP distribuiu 500 medalhas de ouro, 1,5 mil de prata e 4.506 de bronze – em decorrência de empates – e 38,6 mil menções honrosas. A 13ª edição da OBMEP contou com a participação de 53.231 escolas de todo o país, de 99,6% dos municípios brasileiros. Dos 18,2 milhões de estudantes inscritos, 941 mil foram classificados para a segunda fase da competição.

Mesmo consideradas umas das provas mais baratas do mundo, com custo de R$ 3,00 por aluno, o evento nacional escolar que ocorre desde 2015 pode acabar. Isso porque um possível corte no orçamento do Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro (IMPA), reduzirá as verbas, inviabilizando a realização da prova.

Durante a cerimônia de premiação da edição de 2016, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 14 de novembro, os estudantes levaram cartazes protestando contra o possível fim da competição. 

Para a professora Goretti Resende, a OBMEP oferece grandes chances de participação dos alunos e das escolas de qualquer lugar do país e o possível fim da olimpíada seria um prejuízo para a educação: “Com esse corte de verbas que o país está passando, pode ser que chegue até à OBMEP e isso será um fato muito ruim, porque já que ela serve de inspiração e conquistas para o alunos, se tiver um fim vai desestimular bastante o envolvimento dos alunos com projetos como esse”.

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