Pacto contra os plásticos reúne Universidade de Coimbra e 50 organizações portuguesas


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José Venâncio de Resende0

O maior desafio do século XXI (foto: Pardue University).

O Pacto Português para os Plásticos - movimento de transição dos plásticos para uma economia circular – acaba de ser lançado em Lisboa, por iniciativa de 50 organizações (Governo, os diferentes agentes da cadeia de valor dos plásticos, a Academia e ONG’s), entre elas a tradicional Universidade de Coimbra (UC). Trata-se de uma plataforma colaborativa e de inovação para evitar que os plásticos – considerados pela ONU o maior desafio ambiental do século XXI - se convertam em resíduos.

Ao assinar o Pacto, a UC e as demais entidades envolvidas comprometem-se a desenvolver ações com metas e objetivos ambiciosos para 2025. São elas: definir, até 2020, uma listagem de plásticos de uso único considerados problemáticos ou desnecessários e definir medidas para a sua eliminação; garantir que 100% das embalagens de plástico sejam reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis; garantir que 70%, ou mais, das embalagens plásticas sejam efetivamente recicladas, através do aumento da recolha e da reciclagem; incorporar, em média, 30% de plástico reciclado nas novas embalagens de plástico e promover atividades de sensibilização e educação aos consumidores (atuais e futuros) para a utilização circular dos plásticos.

O Pacto, lançado no dia 4 de fevereiro em Lisboa, é coordenado pela Associação Smart Waste Portugal, com o apoio do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, do Ministério da Economia e Transição Digital e do Ministério do Mar. Faz parte da Rede dos Pactos para os Plásticos da Fundação Ellen MacArthur.

Mal do século

Os plásticos são considerados pela ONU Meio Ambiente como o maior desafio ambiental do século XXI. Impulsionado pela indústria de embalagens, o plástico já interfere na cadeia alimentar de animais marinhos, sendo responsável pela morte de milhares deles a cada ano.
Estima-se que, a cada ano, cerca de 8 a 13 milhões de toneladas de plástico cheguem aos oceanos. Entre os materiais mais encontrados nos oceanos, estão canudos, sacolas plásticas, redes de pesca, bituca de cigarro e tampinhas. A continuar neste ritmo, a previsão é de que, em 2050, a produção em 2050 chegue a 33 bilhões de toneladas, podendo haver mais plástico do que peixes nos oceanos.

Por outro lado, verificam-se ainda baixos níveis de reaproveitamento e de reciclagem do plástico. Para especialistas, as principais fontes do problema são o consumo indiscriminado e irresponsável de embalagens e itens de plástico; o abandono de redes e materiais de pesca nos mares; a fragilidade da legislação e das regulamentações; a gestão inadequada de resíduos sólidos; e as empresas.

Uma das maiores preocupações de cientistas é com os chamados microplásticos (derivados da fragmentação do plástico pela ação do sol, das ondas do mar e de microrganismos, da lavagem de roupas etc.). Essas partículas – difíceis de serem recolhidas do meio ambiente – vão parar em córregos, rios e oceanos, já penetram nas cadeias alimentares marinhas e contaminam o sal marinho. Teme-se que haja um “sufocamento” dos mares e de seus organismos responsáveis pela fotossíntese (cerca de 60% do oxigênio que respiramos vem dessas águas).

Fontes:

- http://noticias.uc.pt/universo-uc/universidade-de-coimbra-e-membro-fundador-do-pacto-portugues-para-os-plasticos/

- https://economia.estadao.com.br/blogs/ecoando/plastico-e-o-maior-desafio-ambiental-do-seculo-xxi-segundo-onu-meio-ambiente/

Link relacionado:

Fundação Ellen MacArthur - https://www.ellenmacarthurfoundation.org/pt/fundacao-ellen-macarthur/a-fundacao

 

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