Produção agrícola da região cai 25,6%, para 396.767 toneladas, em 2017

Novo levantamento por cidade do IBGE aponta Madre de Deus e São João del-Rei como maiores produtores. Milho, soja, trigo e feijão são as principais culturas da região.


Economia

José Venâncio de Resende0

Produção agrícola na microrregião das Vertentes (foto: UFSJ).

Atualizado em 12/01/2019

A produção agrícola da microrregião das Vertentes, com sede em São João del-Rei, atingiu 396.767 toneladas em 2017, um queda de 25,6% em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento por cidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este volume representa um valor nominal (não considera a inflação) de R$ 344 milhões.

Madre de Deus de Minas foi o campeão da produção, com 98,4 mil toneladas (aumento de 7,3%), seguido de São João del-Rei, com 98 mil toneladas (queda de 16,8%). Em terceiro lugar, aparece Lagoa Dourada, com 67,7 mil toneladas (menos 5,8%), e na quarta posição está Carrancas, com 30,9 mil toneladas (decréscimo de 24,4%).

Entre os municípios com maiores reduções na produção, estão Piedade do Rio Grande (menos 67,8%), para 12.195 toneladas; Prados, para 7.248 toneladas (menos 76,7%); Itutinga (menos 50,9%), para 12.868 toneladas; e Nazareno (menos 48,7%), para 11.821 toneladas.

São Vicente de Minas produziu 23.695 toneladas, com queda de 9,4% no volume. Já Resende Costa apresentou redução mais acentuada (53,1%), porém para um volume menor (7.817 toneladas).

Milho e soja

A principal cultura da região é o milho, cuja produção somou 218.064 toneladas (redução de 9% em relação ao ano anterior). O maior produtor foi o município de Madre de Deus (57.072 toneladas) cujo volume aumentou 55%.

Na segunda posição, aparece São João del-Rei, com 56.493 toneladas (queda de 11,9%). Outro destaque é Lagoa Dourada, com 44.307 toneladas (acréscimo de 23,1%).

Em outro patamar, aparecem Carrancas, com 14.820 toneladas (acréscimo de 105,8%), e São Vicente de Minas, com produção de 13122 toneladas (mais 9,3%).

Por sua vez, a cultura do milho praticamente desapareceu de Conceição da Barra de Minas, com queda de 98,9% (de 7.200 para 79 toneladas).

A soja, segunda cultura mais importante, encolheu 17,6%, para 58.169 toneladas. Mais uma vez, o maior produtor foi Madre de Deus de Minas, com 16.608 toneladas (porém com queda de 20,9%), seguido de São João del-Rei, com 15.312 toneladas (acréscimo de 2,1%).

Num segundo patamar, aparecem os municípios de Carrancas, com 6.624 toneladas (acréscimo de 10,4%); São Vicente de Minas, 4.880 toneladas (aumento de 222,8%); e Nazareno, 4.620 toneladas (redução de 22,2%).

Trigo e feijão

Uma cultura em expansão na região é o trigo, apesar de que em 2017 a produção tenha caído 13,3% em relação ao ano anterior, para 35.951 toneladas. Madre de Deus liderou com 12.888 toneladas (menos 32,1%), seguido de São João del-Rei, 9.106 toneladas (menos 19,7%), e de Lagoa Dourada, 3.936 toneladas (menos 8,9%). Uma novidade é Itutinga, que em 2016 não produzia trigo e em 2017 atingiu volume de 3.200 toneladas.

Já a cultura do feijão apresentou significativo aumento (54,8%), para 32.329 toneladas. Mais uma vez, o maior produtor foi Madre de Deus de Minas, com 11.250 toneladas (acréscimo de 44,2%). São João del-Rei ocupou a segunda posição, com 9.444 toneladas (acréscimo de 334,2%).

Outro destaque foi Lagoa Dourada, com 5.805 toneladas, mais que dobrando a produção do ano anterior (123,3%). Também chama a atenção o município de Itutinga, cuja produção aumentou 136,7%, para 1.278 toneladas.

Com desempenho sofrível, a cultura da cana-de-açúcar diminuiu 82,2%, para 19.420 toneladas. O volume de produção de São João del-Rei despencou (menos 89,8%), para 1.640 toneladas.

O mesmo aconteceu com Prados, com menos 82,6%, para 2 mil toneladas; Resende Costa, menos 93,6%, para 750 toneladas; Madre de Deus de Minas, menos 97,5%, para 183 toneladas; Lagoa Dourada, menos 96,1%, para 280 toneladas; São Vicente de Minas, menos 89,4%, para 730 toneladas; e Ritápolis, menos 5l,6%, para 3.100 toneladas.

Café e laranja

A produção de café totalizou 3.548 toneladas (decréscimo de 27,8%), com destaque para Nazareno (1.733 toneladas), apesar da queda de 41,8% no volume. A produção de São Tiago praticamente se manteve, com 520 toneladas.

Com algum destaque, aparecem Conceição da Barra de Minas (376 toneladas), Resende Costa (372 toneladas) e São João del-Rei (348 toneladas).

A produção de laranja somou 3.835 toneladas (queda de 25%) e restringiu-se a praticamente dois municípios: São João del-Rei (3.360 toneladas) e São Vicente de Minas (475 toneladas). 

Outros produtos

Lagoa Dourada, com 9.720 toneladas, foi o destaque da produção de tomate na região cujo volume foi de 10.510 toneladas. Resende Costa aparece na segunda posição com 400 toneladas. No caso de Itutinga, ocorreu o inverso em relação ao tomate – o volume produzido em 2016, de 4.000 toneladas, desapareceu da relação de culturas do município em 2017.

Carrancas e São João del-Rei destacaram-se como produtores de batata inglesa, com respectivamente 4.200 e 1050 toneladas. Já Coronel Xavier Chaves (699 toneladas), Tiradentes (612 toneladas), São Vicente de Minas (300 toneladas) e São João del-Rei (179 toneladas) foram os responsáveis pela produção de 1.790 toneladas de tangerina.

Madre de Deus e São João del-Rei produziram juntos mais de 1.600 toneladas de aveia. Já Piedade do Rio Grande e São Tiago produziram um volume de mais de 1.700 toneladas de maçã.

 

 

 

 

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