Com energia solar, Lar São Camilo deve “zerar” conta mensal


Economia

José Venâncio de Resende0

Lar São Camilo ainda tem espaço para a ampliação do sistema

O Lar São Camilo, atualmente com 63 internos, deverá, entre março e abril,começar a “zerar”a conta mensal de energia elétrica, de cerca de R$ 4 mil (R$ 48 mil/ano). Essa é a expectativa de irmã Terezinha Cheffer Rolim, diretora administrativa, desde fevereiro de 2022, do Lar São Camilo e do Hospital Nossa Senhora do Rosário, filiais da Associação Filhas de São Camilo.

Em 7 de fevereiro de 2022, a Câmara Municipal aprovou projeto de lei do Executivo, autorizando o repasse de R$ 170 mil para a Associação Filhas de São Camilo. O recurso era destinado à aquisição de um sistema fotovoltaico a ser instalado no Lar São Camilo de Lellis, “que beneficiará na economia da energia elétrica, sendo o valor economizado utilizado em outras demandas essenciais para a melhoria e qualidade no serviço prestado aos idosos e também na melhoria sustentável para o meio ambiente”.

Logo em seguida, irmã Terezinha tomou as medidas necessárias para contratar a empresa que faria a obra. A licitação foi vencida pela empresa Ecosolar Sistemas (https://www.instagram.com/ecosolarsistemas/). Pelo projeto original, o recurso era suficiente para a aquisição do número suficiente de placas, que seriam instaladas numa área de aproximadamente 200m2 no terreno abaixo da lavanderia, onde inclusive havia alguns pés de frutas.

Foi então que surgiu a ideia de mudar o local e criar futuramente um espaço para atividades como a de lazer, com a construção de uma estrutura metálica suspensa mais perto do prédio, conta irmã Terezinha. Além de aproveitar o espaço, também haveria economia no cabeamento. Sobre a estrutura metálica seria colocado um telhado onde as placas seriam instaladas.

Mas surgiu um problema: o recurso liberado não era suficiente. Haveria necessidade de adquirir cimento, ferragem e blocos, nivelar o terreno para fixar as colunas da estrutura e fazer muro de contenção. Então, irmã Terezinha resolveu fazer uma campanha de doações de material junto ao comércio local, angariando 82 sacos de cimento, 580 blocos e 3 caminhões de cascalho. Ferragens e meio caminhão de cascalho foram comprados no valor de R$ 2,5 mil. 

Com o material doado e a mão de obra da própria empresa, auxiliada por funcionários do Lar, foi possível iniciar a obra em julho do ano passado. Assim, foram instaladas 62 placas sobre o telhado, ficando ainda espaço para mais 16 placas, sem precisar mexer na estrutura. Irmã Terezinha até tem esperança de que haja alguma sobra de energia do sistema já instalado, que poderia ser usada para abater no valor da conta mensal do Hospital, atualmente de R$ 9 mil.

Mas Irmã Terezinha pensa na possibilidade de outro projeto para o hospital, que não tem espaço apropriado para uma boa captação dos raios solares e o custo adicional seria equivalente à ampliação do sistema fotovoltaico já existente no Lar. Ou seja, no Lar São Camilo há espaço adequado para ampliar a estrutura e o investimento não seria muito alto, de maneira a futuramente “zerar” a conta de energia do hospital.

 

Viabilização

Numa conversa entre Fernando Guerra (que ainda não era vereador) e a então diretora do hospital, irmã Maria Auxiliadora de Resende, surgiu a ideia de instalar as placas solares no Lar São Camilo. Feito o orçamento do projeto, chegou-se ao valor de R$ 170 mil. Guerra acionou o deputado Cristiano Silveira (PT), que conseguiu o recurso por meio de uma emenda parlamentar destinada à Prefeitura Municipal. Daí a necessidade do projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal pelo prefeito em exercício Lucas Vale.

Ao JL, o prefeito reforçou a importância tanto sustentável do ponto de vista ambiental quanto econômico-financeira do projeto. E ainda revelou uma novidade: “Nossa administração tem pensado em evoluir. Nós já estamos fazendo um estudo, por exemplo, para a implantação dessas placas nas escolas. Isso aí é sustentabilidade. O segundo ponto é a questão econômica: essa ajuda ao Lar é de extrema importância visto que eles têm um gasto alto com energia”.

Irmã Terezinha fez questão de agradecer tanto ao prefeito Lucas Vale quanto aos vereadores por terem viabilizado o projeto. Estendeu a sua gratidão aos estabelecimentos comerciais que doaram material para a construção da estrutura, bem como à prefeitura (nivelamento do terreno) e aos funcionários envolvidos na obra.

Contribuíram com a obra Diva Artesanato, Mapa Artes Gráficas, Depósito Nossa Senhora do Rosário, Casa Santo Antônio Materiais de Construção, Depósito Eduarte e Filhos e AlessandroTelinhas Tecelagem (sacos de cimento); João Marcelo, Vaguinho do Ribeirão e Meta Construções (blocos de cimento); Areal Santo Antônio, Luiz do Ramos e Aurélio Suenes (caminhões de cascalho); Márcio Pinto (medição do solo); e Prefeitura Municipal (terraplanagem).

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