Meio Ambiente

Impactos ambientais no Parque da Capoeira

13 de Abril de 2017, por Instituto Rio Santo Antônio 0

Continuando nossa conversa sobre impactos ambientais em Resende Costa, uma questão merece destaque: a situação socioambiental do nosso Parque Capoeira Nossa Senhora da Penha. O IRIS fez uma caminhada ecológica no local, no sábado 25, em comemoração ao dia mundial da água, 22 de março. O estado de conservação não é dos melhores, os problemas que assolam a unidade de conservação (UC) persistem ao longo de décadas.

Você certamente conhece a Capoeira Nossa Senhora da Penha, também conhecida como Fonte João de Deus ou Horto Florestal. O Parque, criado pela Lei Municipal 1.930 de 21/10/1992, ocupa uma área de 8,7369 ha ou 87.369 m². Ele circunda o Horto, que é uma propriedade de 3,0 ha doada pela Prefeitura ao Estado e administrada pelo IEF desde 1967. No interior da UC existem três nascentes. A área, coberta com vegetação nativa do bioma Mata Atlântica, é habitat de vários animais, com destaque para uma família de bugio ou macaco barbado e 57 espécies de aves.

Dentre os impactos ambientais, o primeiro a ser mencionado são as invasões na área da Capoeira, o que acontece desde antes mesmo de ser criada a UC. Vários moradores do entorno aumentaram suas hortas incorporando partes do terreno público. Recentemente, foi construída uma casa incorporando parte do Parque. Uma situação crítica é a divisa da UC com a rua Antônio Carlos de Resende, onde há várias ocupações irregulares (construção de garagens, horta de couve, amontoado de tijolos) que foram autorizadas pela própria Prefeitura. Outra ocupação autorizada foi uma área do Parque na divisa entre a rua José de Resende Costa e a Travessa Marechal Deodoro. No local há criação de cavalo e até de porco.

Atualmente, a situação mais deplorável no Parque é a questão da drenagem pluvial e do esgoto doméstico, que infelizmente são direcionados para a Capoeira sem maiores cuidados. Alguns fatos já são conhecidos pelos resende-costenses: a rede pluvial, que foi construída para receber a água da chuva, se tornou praticamente uma rede de esgoto, recebendo água residual de pias, tanques, chuveiros e até mesmo de banheiro. Por ser uma área mais baixa, a UC recebe toda água da chuva (e junto com ela o esgoto doméstico) de quase toda parte oeste da cidade.

Quais são os resultados? Primeiro, o esgoto contamina a água que brota das nascentes. Segundo, quando chove, a enxurrada traz todo o lixo que fica nas ruas e nos fundos das hortas. O Parque está abarrotado de todo tipo de lixo (latas velhas, panos, sacolas plásticas, embalagens etc.). Terceiro, devido à força das águas da chuva, após as manilhas do sistema de drenagem, a enxurrada provoca buracos no solo. Assim, há deslocamento de argila, que dá a cor barrenta à água; de areia, que se acumula nas partes baixas (o que provocou o assoreamento da antiga bica na fonte João de Deus e atualmente entope os canais que levam água até o viveiro de mudas) e surgiu um processo erosivo enorme (voçoroca) dentro do Parque. Menciona-se ainda a recorrência de outra voçoroca dentro da área do Parque, na divisa com a Travessa Marechal Deodoro. O esgoto, aumentado pela água da chuva, proveniente da rua José de Resende Costa e jogado sem nenhum controle dentro do Parque, provocou novamente a formação do barranco. Se a Prefeitura não recuperar a área, no próximo período chuvoso, casas e a rua próxima serão afetadas.

Ainda sobre a Travessa Marechal Deodoro, moradores do entorno continuam jogando entulho dentro da área da UC, mesmo com o cercamento e a colocação de uma placa educativa no local. Inclusive, foi cortado o arame da cerca construída recentemente pelo IRIS.

Dentro da área do Horto também existem problemas: roubo de mudas e de mourões tratados (alguns eram do IRIS e seriam usados na continuação do cercamento da UC). E, acreditem, parte da cerca de divisa do Horto com o Parque, no meio da mata, foi destruída para retirada de mourões.

Mais uma vez o IRIS pede sua ajuda para revitalização e conservação desse patrimônio ambiental de Resende Costa. Visite e preserve o Parque Municipal da Capoeira.

Adriano Valério de Resende

Impactos ambientais em Resende Costa

16 de Marco de 2017, por Instituto Rio Santo Antônio 0

Primeiramente, devemos lembrar de que não há atividade humana sem transformações no meio natural. No entanto, algumas alterações são tão significativas que merecem maior controle. Se não é possível sanar todo o impacto negativo, deve-se mitigá-lo, ou seja, diminuir de tal forma as perturbações ambientais para que a natureza e a sociedade consigam absorvê-las. Nessa perspectiva, apontaremos a seguir os principais impactos ambientais em Resende Costa e as possíveis mitigações para os mesmos.

Uma das questões mais preocupantes é o esgotamento sanitário. Resende Costa é uma das cidades mineiras que mais utiliza fossa negra como destino do esgoto doméstico oriundo do banheiro, o que não é ambientalmente recomendado. Consiste em um buraco escavado no solo, às vezes revestido com tijolos, tampado com laje de cimento. Os efluentes de cozinhas, de banhos e de lavagem de roupas são geralmente direcionados para a rede pluvial (de captação de água da chuva), que literalmente se transformou em rede de esgoto. O correto seria tratar o esgoto antes de jogá-lo no solo ou nos cursos d’água. No entanto, a construção de fossa séptica em cada residência é inviável. A solução é construir e operar uma Estação de Tratamento de Esgoto. A Copasa recentemente construiu uma ETE, que ainda não está em operação. Parte da rede coletora está pronta e recebendo esgoto, com autorização da própria empresa. Resultado: estão jogando esgoto sem tratamento no córrego do Tijuco.

Outra questão é a poluição de nossas fontes, que tempos atrás eram locais onde várias famílias buscavam água para uso doméstico. Além de receberem esgoto, sofrem com invasões, acúmulo de lixo, desmatamento e destruição das antigas bicas. Incluímos aqui o Parque da Capoeira, que além de sofrer com tudo isso, ainda vê uma voçoroca surgir por causa de uma rede pluvial mal planejada.

Falando ainda de água, cabe mencionar as dificuldades que a Copasa vem enfrentando nos últimos anos para manter o abastecimento regular da cidade. Como a captação no córrego Tijuco não consegue sozinha suprir a demanda, foi preciso buscar água no córrego Vassouras. Mesmo assim, a situação não é confortável. Em nossa região há pouca água disponível no subsolo por estarmos sobre embasamento cristalino. E este é o quinto ano seguido com chuva abaixo da média. Para piorar, continuamos desmatando, principalmente áreas de recarga dos aquíferos: cabeceiras das nascentes, topos dos morros e áreas planas nas partes mais altas. Já estamos vivenciando as consequências.

O aterro controlado que havia no município se esgotou. Assim, estamos enviando nosso lixo para um aterro sanitário em Sabará, a 200 km de distância. A disposição final do lixo está ambientalmente correta, mas tal prática custa caro aos cofres públicos. Portanto, precisamos melhorar a coleta seletiva, visando diminuir a quantidade de resíduos levada pelos caminhões. Sobre os resíduos da construção civil (chamados de entulho), sempre foram jogados em voçorocas, o que é proibido. A mais recente área de bota-fora (área que recebe entulho) é o barranco do Tijuco.

Recentemente, acompanhamos o início da abertura de uma avenida para desafogar o trânsito na entrada da cidade. Além de cortar árvores, a movimentação de terras, sem a devida revegetação ou a finalização das obras, trouxe carreamento de sólidos para as cabeceiras do córrego Picada. Esse, que recebe esgoto e está desmatado, agora convive com terra e areia entupindo seu leito. Além disso, o impacto visual é gritante, ou seja, sem a finalização da obra o local está muito feio.

A mais recente polêmica ambiental em nossa cidade foi a arborização urbana. Lembro-me de uma frase da bióloga que veio fazer os estudos de fauna do Parque: “Resende Costa não tem árvores”. Cena curiosa foi ver três carros disputando, no meio da tarde, a sombra de uma jovem Sibipiruna em frente à prefeitura. Existem vários estudos sobre arborização urbana: tamanho de copas, tipos de raízes, flores, folhas etc.  Por fim, apesar das opiniões contrárias, a cidade também é lugar de árvores.

O lixo nas áreas públicas

16 de Fevereiro de 2017, por Instituto Rio Santo Antônio 0

Lembro-me da primeira vez que cheguei ao Rio de Janeiro pela rodoviária. Eu nem acreditei que aquele era o Rio mostrado pela mídia e que é conhecido como Cidade Maravilhosa. Uma confusão de gente e de veículos, moradores de rua pelos cantos nas avenidas, vendedores ambulantes te parando, muita sujeira nas ruas, água podre na beira das calçadas, o cheiro forte da maresia vindo da área portuária, um córrego que virou esgoto a céu aberto. Era um lugar muito diferente da zona sul da cidade, como Ipanema e Copacabana, ou de outras cidades praianas, com suas belezas naturais e a organização rotineira para receber os turistas. Esse sim é o Rio que se mostra nas novelas e nas propagandas.

A história se repete nas proximidades da rodoviária de Belo Horizonte: lixo espalhado pelas ruas, até sendo queimado em alguns locais, drogados nas esquinas, montes de pedras que são usados como fogão, o Ribeirão Arrudas que mais parece um esgoto a céu aberto etc. Falando especificamente da questão do lixo, os garis limpam cotidianamente os logradouros públicos e até caminhões-pipa jogam água nos lugares mais sujos, mas a sujeira insiste em prevalecer. Realmente, nossa sociedade ainda não aprendeu a conviver com resíduos e sobras do nosso dia a dia.

Mas, curiosamente, a capital mineira foi construída na forma de um xadrez, avenidas e ruas retas, formando quarteirões quadrados. Algumas ruas que começam perto da rodoviária acabam na zona sul. Aí percebermos a diferença. Na parte nobre, como nos bairros Lourdes e Savassi, a história é outra. As ruas estão sempre limpas e as pessoas bem vestidas. Tempos atrás, um morador de rua montou sua barraca numa praça, no coração da Savassi. O fato virou notícia de televisão. Segundo alguns moradores, isso é um absurdo, estava atrapalhando a boa convivência do local.

Assim, percebe-se a organização das grandes cidades. Em alguns locais são permitidos certos convívios e movimentos. O centro que antes era local de residência das elites, o que ainda o é nas pequenas e médias cidades, se tornou moradia improvisada das pessoas que vivem nas ruas. Dessa forma, o poder público fecha os olhos e aceita, ou talvez seja obrigado a aceitar, práticas que desrespeitam as etiquetas da convivência social e do meio ambiente. Mas, o que nos interessa é afirmar que, certamente, a degradação socioambiental está associada à falta de informação/conhecimento e à pobreza.

Com relação ao quesito lixo, nas cidades pequenas, a situação do centro é diferente. As pracinhas geralmente são limpas e bem cuidadas. Por Minas afora, nas cidades do interior, sempre há uma pracinha como referência do centro. Nossa região é exemplo disso. No caso de Resende Costa, muitas vezes, nem percebemos que as ruas do centro e de seu entorno estão limpas. Isso é fruto do trabalho invisível, feito por funcionários da Prefeitura, que todos os dias, durante a madrugada, varrem ruas e praças. Mesmo assim, andando pela cidade, ao longo do dia, facilmente se encontra resíduos jogados pela população: bitucas de cigarro, pedaços de papéis, todos os tipos de plástico (papel de bala, restos de embalagens etc.). Certa vez, questionando um cidadão que lançou um pedaço de embalagem ao chão, a resposta que obtive foi que, se não tiver o que limpar os garis vão perder o emprego.

Recentemente, o IRIS contribuiu para a coleta do lixo gerado pelos transeuntes em nossa cidade. Confeccionamos e espalhamos pelo comércio várias lixeiras, feitas com bombonas devidamente pintadas. A Prefeitura, com verba do governo federal, também implantou várias lixeiras pela cidade. Mas isso só não basta, é preciso criar uma consciência coletiva sobre a questão socioambiental. Comportamentos básicos e simples devem ser incorporados em nossa rotina, como não danificar as plantas dos jardins; evitar cortar caminho pela grama; não agredir animais que foram abandonados ou estão transitando; colocar o lixo em lixeiras. Ou será que você joga papel ou resto de comida pelos cantos de sua casa?

Piracema

19 de Janeiro de 2017, por Instituto Rio Santo Antônio 0

É difícil uma criança do interior que nunca tenha gastado um tempinho na beira de algum córrego ou de uma represa em busca de peixes. E tem gente que se especializa nisso, mesmo depois de adulto, continua no ofício de pescador. Na verdade, pescar torna-se uma terapia.

Mas, será que nossa região ainda tem peixes como antigamente? Em conversa com algum pescador mais antigo facilmente se percebe que a quantidade de pescado diminuiu nas últimas décadas. Vários fatores contribuíram para isso: poluição de nossas águas, principalmente pelo lançamento de esgoto doméstico sem tratamento; introdução de peixes carnívoros e exóticos (que não são nativos); assoreamento do leito dos rios; pesca predatória com utilização de redes finas e de bombas; não respeito ao período da Piracema.

Então, você já ouviu falar em Piracema? É uma palavra indígena e significa “subida dos peixes para a desova”. O termo faz referência a algumas espécies, chamadas de migradoras (como o Dourado e o Curimba), que para se reproduzirem nadam até as cabeceiras dos rios, onde as águas são mais oxigenadas, quentes e calmas. Como geralmente nadam vários quilômetros, eles ficam exaustos e se tornam presas fáceis para os pescadores. No entanto, nem todos os peixes migram para se reproduzir. Oficialmente, o período da Piracema refere-se ao tempo necessário para a reprodução de todas as espécies da ictiofauna. A captura indiscriminada interfere no número de matrizes e consequentemente na quantidade de filhotes gerados.

Com relação às áreas de reprodução, além das cabeceiras dos córregos, cabe destacar o papel das lagoas marginais (que se formam ao longo das planícies de inundação dos rios) e dos alagadiços (áreas onde há acúmulo de água). Locais também apropriados para a desova, que são conhecidos como “berçários” dos peixes. A pressão antrópica sobre as áreas próximas aos cursos d’água tem interferido nessa dinâmica natural. Por exemplo, desmatamentos, queimadas para formação de pastagens e drenagens nas áreas brejosas. A preservação desses locais é fundamental para a perpetuação dos peixes.

Curiosamente, a fecundação dos peixes é externa, isto é, a fêmea coloca os óvulos na água e então o macho solta os espermatozoides. Os ovos possuem moderada reserva nutricional, o que garante a alimentação até o nascimento. Esses podem ser depositados em esconderijos ou em ninhos, locais quase sempre vigiados pelos pais. A taxa de mortalidade dos alevinos (filhotes) é muito alta, por isso na maioria das espécies, as fêmeas liberam uma grande quantidade de óvulos. Por exemplo, uma fêmea de Dourado, pesando 10 quilos, pode desovar quase 1,5 milhões de óvulos.

Em Minas Gerais, a Piracema tem início em 1º de novembro e se estende até 28 de fevereiro. As regras para a pesca nesse período estão definidas nas Portarias IEF 154 (bacia do rio São Francisco) e 156 (bacia do rio Grande) de 2011, que permitem apenas a pesca com limite de quantidade (3 kg por pescador) para espécies exóticas (de outros países), alóctones (de outras bacias brasileiras) e híbridos (espécies produzidas em laboratório). Ou seja, é expressamente proibida a pesca de peixes autóctones, ou seja, nativos das nossas bacias hidrográficas, tais como: Acará, Bagre, Cambeva, Curimba, Dourado, Lambari, Mandi, Pacu, Piaba, Piau, Sarapó etc. Algumas espécies liberadas são: Carpa, Tilápia, Truta, Tucunaré e Bagre-Africano. A introdução desse último nas águas brasileiras trouxe um problema, uma vez que é um carnívoro voraz e se alimenta de alevinos e peixes pequenos nativos. Cabe destacar que essa legislação não se aplica ao peixe nativo proveniente de piscicultura ou pesque-pague/pesqueiro, devidamente registrados nos órgãos ambientais competentes, e à pesca de caráter técnico ou científico.

Lembrando ainda que se você gosta de pescar, deve estar munido de uma carteira emitida pelo IEF. Ela é obrigatória para o exercício da pesca amadora, estando o pescador sem a licença sujeito à apreensão de seu material em caso de fiscalização. É um procedimento barato e pode ser feito pela internet.

Enfim, o respeito ao período da Piracema é uma das garantias de que teremos peixes em nossos córregos para a futura geração se divertir pescando.

As ações ambientais e culturais do IRIS em 2016

15 de Dezembro de 2016, por Instituto Rio Santo Antônio 0

A Associação Instituto Rio Santo Antônio, conhecida como IRIS, é uma entidade de sociedade civil sem fins lucrativos. Somos uma ONG fundada em 2009 e temos como objetivo principal realizar ações voltadas para a promoção e a defesa da sustentabilidade ambiental e cultural da região de Resende Costa. Desde sua fundação, já realizamos muitas atividades. Especialmente em 2016 o IRIS concretizou vários eventos, alguns citados abaixo.

No início do ano, foi finalizado o projeto ReNascentes que contou com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde e teve como objetivo principal desenvolver ações de limpeza nas seis principais nascentes no entorno da área urbana da cidade. Especialmente na Fonte da Mina, além da reconstrução das estruturas físicas e da parte estética, o que potencializou a visitação, no mês de maio; foi feita ainda uma análise da qualidade da água que sai diretamente da bica. Ficou comprovado que não havia coliformes (Escherichia Coli), que é um contaminante bacteriológico. Assim, a água estava própria para o consumo. Infelizmente, no período seco desse ano, a fonte secou, assim como várias nascentes no município.

O Instituto tem um projeto de recolhimento de lixo eletrônico: computadores, impressoras, televisões e rádios velhos. Esses são desmanchados, as peças separadas e doadas ou vendidas para reciclagem. Foram recebidos objetos eletrônicos de Resende Costa e de São João del-Rei.

O IRIS participa também na gestão de recursos hídricos. Temos uma cadeira de conselheiro no Comitê de Bacia Hidrográfica Vertentes do Rio Grande – CBH GD2, que atua na bacia do Rio das Mortes. Participamos da diretoria do CBH, ocupando atualmente a função de presidente. Somos conselheiros ainda do CBH Grande Federal, membros da Câmara Institucional e Legal e da Câmara Técnica de Integração da bacia do Rio Grande, que envolve MG e SP.

No segundo semestre foi finalizado o estudo de Institucionalização do Parque Municipal Capoeira Nossa Senhora da Penha, coordenado pelo IRIS e financiado pela Prefeitura. Os objetivos foram: elaborar uma caracterização dos meios físico, biótico e socioeconômico da área; realizar uma reunião pública com a comunidade local e protocolar o relatório final na Diretoria de Áreas Protegidas do Instituto Estadual de Florestas. A intenção é cadastrar a Unidade de Conservação para que a Prefeitura receba o chamado ICMS Ecológico. Atualmente estamos aguardando o pronunciamento do IEF sobre os estudos apresentados. Destaca-se que vários profissionais participaram do estudo, a maioria de Resende Costa. Se você deseja conhecer o histórico e a situação socioambiental do nosso Parque, leia o relatório. Cópias estão disponíveis na Prefeitura e na estante ambiental que o IRIS tem na Biblioteca Municipal.

Na área do Horto Florestal, que está dentro do Parque, foi construído pela equipe do IRIS e entregue à comunidade local um parquinho ecológico, com brinquedos feitos a partir de pneus, cordas e eucaliptos. A grande frequência de crianças no local é gratificante para nós do IRIS.

Os movimentos culturais de iniciativa popular sempre fizeram parte da história de Resende Costa. Nesse sentido, entre vários eventos, cabe lembrar os Festivais de Inverno e de Calouros das décadas de 80 e 90. O projeto do Luau nas Lajes, munido com roupagens dos dias atuais, dá continuidade ao apelo cultural em nossa cidade. O movimento surgiu em 2007, fruto de uma parceria entre o MAC (Movimento Arena Cultural) e o IRIS. Desde então, as diversas edições serviram de palco para grupos e bandas locais e regionais se apresentarem no nosso belo Mirante das Lajes. A décima edição, realizada em outubro de 2016, trouxe uma singela homenagem ao saudoso J. Resende, que foi um dos organizadores de vários eventos culturais em Resende Costa. Mais de 20 shows musicais e workshops de gaita e yoga fizeram parte da programação. Novamente, a juventude resende-costense se envolveu e contribuiu para o sucesso do evento.

Para maiores informações sobre o IRIS, consulte o nosso site: http://www.portaliris.org.br. Por fim, o IRIS agradece a todas as pessoas que colaboraram nas ações socioambientais realizadas pela instituição. Junte-se a nós nos projetos desenvolvidos em nossa comunidade.