Programa TAGS leva água tratada a comunidades rurais de Resende Costa

Seis povoados e o Distrito de Jacarandira serão atendidos


Cidades

Vanuza Resende0

O programa contemplará sete comunidades rurais do município (fotos Cássio Almeida)

A Prefeitura Municipal de Resende Costa, através da Secretaria Municipal de Saúde, está implantando o Programa TAGS – Tratando Água, Gerando Saúde. O objetivo é levar água tratada a comunidades rurais do município.

O prefeito em exercício, Lucas Paulo, fala sobre a iniciativa. “A ideia surgiu junto à Secretaria de Saúde e a Equipe de Vigilância Sanitária. Inclusive, essa é uma demanda antiga. Desde 2019, são coletados dados sobre água nas comunidades rurais e os dados são preocupantes, com um número baixo de qualidade. Por isso, surgiu a ideia de criar o programa TAGS para tratar a água e garantir saúde para a nossa população. Fizemos licitação para contratação de empresas que prestam esse tipo de serviço e já está sendo implantando o programa. A ideia surgiu após a análise dos dados, que vinham mostrando que a qualidade da água da nossa zona rural estava muito abaixo do nível necessário”.

 

Comunidades atendidas

Ao todo, sete comunidades rurais serão atendidas: Jacarandira, Cajuru, Ribeirão, Curralinho dos Paulas, Pintos, Barracão e Taboado. Trata-se de comunidades que têm poço e reservatório destinados à população, portanto utilizam água de cisterna própria, por exemplo; porém, não possuem acesso à água tratada no reservatório. “Estamos começando em locais que temos mais problemas. Tabuado, Pintos e Ribeirão foram os três primeiros a serem atendidos. Na segunda etapa, prevista para este mês de outubro, vamos levar a água para as outras quatro comunidades”, planeja Lucas.

Com recurso próprio, o investimento é de mais de 100 mil reais por ano. “Cada filtro tem um custo de R$1.290,00 mensais. Nós teremos sete comunidades atendidas, com nove filtros instalados, uma vez que em Jacarandira e Ribeirão foram necessários dois filtros. O investimento anual é de mais de 100 mil reais, já inclusos o material e a manutenção da empresa no local. A empresa tem a responsabilidade de garantir o funcionamento do filtro. Nesse primeiro momento, trata-se de recurso próprio da Vigilância. Para 2023, também já estão previstos recursos para manter o programa”, detalha o prefeito em exercício.

A moradora do povoado dos Pintos, Josiane Silva, fala sobre o projeto. “A princípio, quando nós ficamos sabendo do projeto, sabíamos da necessidade, porém ficamos receosos. Quando se fala em água tratada, nós nos lembramos muito da água tratada como é na cidade, ou seja, com cloro. Ficamos receosos quanto ao excesso de cloro, por exemplo, o qual sabemos ser necessário para a zona urbana, mas poderíamos perder a essência da água da comunidade”.

No entanto, depois de implantado o programa, Josiane avalia-o como positivo. “A partir do momento que o programa foi implantado, vimos que não era bem como pensávamos. Nós vimos que era um tratamento e não aquele processo de colocar cloro em excesso, por exemplo. Por outro lado, sabíamos que não seria essa a finalidade. Estamos muito satisfeitos, pois estamos tendo uma qualidade de vida melhor. Como eu disse, estávamos receosos, mas, a partir do momento em que conhecemos melhor o programa, nosso conceito mudou.

Lucas Paulo avalia que o investimento é essencial. “Acreditamos que muitas das causas, às vezes até de alguma doença, principalmente questão de estômago doendo, muito têm a ver com a falta de qualidade da água. Estamos otimistas quanto à melhora dessa situação, uma vez que o oferecimento será de água tratada. Além da qualidade, ainda há o gosto, o cheiro e o prazer de se poder beber uma água boa e tendo uma saúde melhor.”

 

Consciência do uso

A estimativa é de que até três mil pessoas sejam beneficiadas com o programa. De acordo com Lucas, todos os moradores que se utilizam da água do poço e que passa pelo reservatório vão recebê-la tratada. Por fim, Lucas Paulo pede conscientização sobre o uso consciente da água. “Queria aproveitar a oportunidade para pedir ao pessoal consciência na utilização da água. É uma água gratuita, a população da zona rural não paga água. A gente pede essa conscientização de que a população da zona rural não desperdice essa água, que ela seja realmente usada para consumo. Não encher tanque, piscinas... Estamos resolvendo a questão da qualidade, mas ainda temos o problema da quantidade. Assim, aproveito esse espaço para pedir conscientização à nossa população da zona rural para que, mesmo sendo uma água de graça, uma água tratada, que tenha responsabilidade na utilização da mesma.”

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