São João del-Rei: Escola Municipal Maria Teresa comemora 100 anos


Educação

José Venâncio de Resende0

Sessão solene na Câmara Municipal (fonte: facebook do professor Leonardo)..

A Escola Municipal Maria Teresa, de São João del-Rei, comemora 100 anos de história dedicada à formação de gerações, por meio de uma educação de qualidade e inclusiva. Fundada em 2 de agosto de 1925, por meio de decreto do então governador de Minas Fernando de Melo Viana (1924-1926), tinha o nome de 2º Grupo Escolar Maria Teresa (o 1º era o Grupo Escolar João dos Santos). Na época, era necessária uma segunda escola para crianças porque a demanda por matrículas no município era maior do que em Juiz de Fora, revelaram as professoras Juliana Alves (diretora), Andrea Neves (vice-diretora) e Ana Paula, em entrevista a Angelo Wiermann, do programa Em Foco da Rádio Emboabas. 

As celebrações do centenário da escola, além de atividades no Instagram, começaram oficialmente, na segunda-feira (18), com homenagem em sessão solene na Câmara Municipal, idealizada pelo vereador Professor Leonardo em “um momento de reconhecimento à sua trajetória de ensino, dedicação e contribuição para a comunidade”. Nesta quarta-feira (20), aconteceu uma missa em ação de graças na matriz de Nossa Senhora de Lourdes e, no dia 30 de agosto, a partir das 8:30, haverá festa na escola, com a presença de autoridades, exibição da banda do quartel e apresentações de alunos e seus professores. 

Com 457 alunos e 85 profissionais (professores, especialistas, assistentes, auxiliares e vigias), a escola ministra o Ensino Fundamental. É também reconhecida para o curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA), embora neste momento não haja demanda para ele. A escola procura transmitir valores como respeito, responsabilidade, solidariedade, amor ao próximo e dedicação ao aprendizado, segundo Juliana Alves. E também o “sentido de empatia, colaboração e valorização da diversidade porque cada um tem uma história”, acrescenta Andreia Neves. “Valorizar o diferente, as ideias que surgem e as pessoas é o que dá um sentido maior à escola, eu creio que é o que deixa esse legado para a escola.” 

Segundo Juliana Alves, as instalações da escola estão em fase de reforma, o que “não é uma coisa rápida”. A sala de informática, por exemplo, está desativada, mas a diretora tem a expectativa de que possa voltar ao funcionamento no próximo ano. 

Breve histórico 

O nome da escola é uma homenagem à carioca Maria Teresa Batista Machado, que mudou para São João del-Rei após o seu casamento com o comendador Carlos Batista Machado. Ela foi muito envolvida com as questões sociais, benfeitora da Santa Casa de Misericórdia, uma mulher que estava sempre preocupada com o coletivo, sobretudo as mulheres e as meninas que precisavam de ajuda, conta a professora Ana Paula. Com base em pesquisas nos arquivos das Bibliotecas Municipal e do 11º Batalhão, no inventário e no testamento de Maria Teresa (arquivados no IHG), Ana Paula descobriu que ela deixou uma herança suficiente para distribuir aos pobres na missa do sétimo dia, construir um orfanato para meninas e ainda três casinhas (na subida do Sr. dos Montes) para as ex-escravas que serviram a sua família. 

Foi esse sentido de solidariedade que explica a escolha do seu nome para uma das escolas mais antigas de São João del-Rei, explica Ana Paula. “Então, foi a sua neta Sinhá Pequena que cedeu o primeiro espaço para o funcionamento da escola.” O prédio ficava em um casarão na Esquina do Kibon (que pertencera à família de Bárbara Heliodora antes de passar à posse da família de Maria Teresa). Passados oito anos, o sobrado foi demolido para abrir a avenida Tiradentes.

A escola passou por vários endereços, como o casarão de André Belo (também demolido) onde hoje funciona um posto de gasolina, ao lado do Edifício São João. Foi transferida para um local onde existia um posto de saúde perto do colégio Nossa Senhora das Dores; em seguida para o Largo São Francisco. Até que, em 1942, transferiu-se para o atual prédio (construído em 1733). “Esse prédio tem um envolvimento muito grande com a história da cidade nos aspectos social, político, econômico e militar”, observa Ana Paula. Já foi Casa da Intendência ou Casa de Fundição (onde se recolhia os impostos da exploração do ouro); com a decadência da fase do ouro, foi agência de correio, recebedoria do governo, escola, colégio, internato, externato e instalações do Exército brasileiro, antes de se tornar a sede da escola. 

Mais fotos em:

Facebook do vereador Professor Leonardo  

Instagram da E. M. Maria Teresa  

Vídeos: 

Programa Em Foco da Rádio Emboabas

Facebook do vereador Professor Leonardo

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