O sábado, 14 de fevereiro, ficará marcado como um dos dias mais amargos da história recente do Athletic Club. Jogando em casa, na Arena Sicred, em São João del-Rei, o Esquadrão de Aço apenas empatou em 1 a 1 com o Tombense e foi rebaixado para o Módulo II do Campeonato Mineiro.
A queda representa um choque de realidade para um clube que vive um momento de ascensão nacional com a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
Cenário favorável desperdiçado
O Athletic entrou em campo com seis pontos, precisando vencer o Tombense e torcer por um tropeço do Itabirito, seu rival direto no Grupo C, que tinha sete pontos.
O destino parecia conspirar a favor do time de São João del-Rei. Em Nova Lima, o Itabirito foi goleado pelo Atlético-MG por 7 a 2. Com esse resultado, uma vitória simples do Athletic bastaria para ultrapassar o rival e evitar a queda. Mas o time comandado por Rui Duarte não conseguiu fazer a própria parte.
O empate em 1 a 1 levou o Athletic aos mesmos sete pontos do Itabirito. O rebaixamento foi decretado pelo critério de desempate: a equipe conquistou apenas uma vitória em todo o campeonato, contra duas do adversário direto.
Campanha irregular
A trajetória na fase de grupos escancarou as dificuldades. Em oito jogos, o Athletic venceu apenas uma vez, empatou quatro e perdeu três. O ataque produziu pouco, foram apenas sete gols marcados, e a defesa, embora não tenha apresentado números alarmantes, falhou em momentos decisivos.
Contradição no calendário
O rebaixamento coloca o Athletic ao lado do Democrata-GV, que também caiu para o Módulo II após derrota para o Betim.
Agora, o clube vive uma situação incomum: terá de reorganizar o ambiente para a sequência da Série B nacional, enquanto já sabe que, em 2027, disputará a segunda divisão do próprio estado.