Coleta seletiva reforça a economia solidária


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Da redação0

fotoColeta seletiva em São João del-Rei.

São João del-Rei completou a primeira semana de coleta seletiva, que começou em 1º de setembro. A iniciativa da Prefeitura tem como principal objetivo a recolha de material reciclável, previamente separado durante o descarte de lixo.

A administração municipal utiliza dois novos caminhões, adquiridos para a execução do serviço, e conta com o apoio da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de São João del-Rei (ASCAS). A coleta seletiva funciona em rotas que se alternam de segunda à sexta-feira entre as regiões do município, e ainda oferece uma rota diária no centro comercial da cidade.

Agora, a mudança realmente precisa acontecer “nas pessoas em casa, no trabalho, nos locais onde as pessoas estão produzindo resíduos, [já que] elas vão separar esse material”, diz o secretário do Meio Ambiente, Fábio da Silva. Com os caminhões já rodando a cidade, o próximo passo é “convencer as pessoas da importância de separar na sua casa, na empresa, no comércio, aqueles materiais que podem ser destinados para reciclagem”.

O material recolhido pela coleta vai para a ASCAS, que, desde 2003, trabalha na separação de material para a reciclagem. O valor do que é vendido volta em forma de sustento para os quinze catadores credenciados. Com a coleta seletiva, o trabalho aumentou expressivamente, conta a presidente da associação, Zulmea Dias: “a partir do dia primeiro começou a bombar […] o caminhão chega e despeja, estamos recebendo bastante material, entraram mais catadores”.

O incentivo à ASCAS era uma das apostas iniciais, reforça Fábio da Silva: “vamos aumentar o número de material que a ASCAS vai receber e, com isso, os trabalhadores da instituição vão ganhar um recurso ainda melhor”. E tanto Fábio quanto Zulmea concordam que o foco agora deve recair sobre a conscientização da população. “Ainda estamos recebendo bastante comida, seringa, fralda, mas bastante material bom também”, aponta a presidente da associação: “agora, é conscientizar a população a saber separar”.

Os catadores da ASCAS vivem integralmente do material vendido para reciclagem. “Tiram todo o sustento, compra as coisas que precisa, paga aluguel, conta de luz e água, tudo a gente tira aqui”, relata Zulmea. Essa organização do trabalho em forma de cooperativa integra o conceito da chamada economia solidária, que busca assegurar a subsistência e o aperfeiçoamento das condições de vida daqueles que nela trabalham. 

Fonte: VAN-UFSJ

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