O 1º Desfile de Crochê de Resende Costa; e vem mais por aí


Economia

José Venâncio de Resende0

As modelos do desfile (fotos: arquivo de Maureline Santos).

Resende Costa foi palco, dia 4 de fevereiro, no Espaço Celebrare, do 1º Desfile de Crochê, promovido pela artesã e microempresária Maureline Aparecida Santos. Trata-se de um desfile com peças voltadas para moda de verão, como saias, shorts, camisetinhas, regatas, bolsas etc. Desfilaram a filha Joana, as sobrinhas Kayla, Ricila e Maria Victoria, a irmã Juliana, e as amigas da filha Maria Eduarda Santos e Maria Eduarda Resende . Então, “já é uma equipe”.

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Este trabalho se enquadra perfeitamente no campo da economia criativa. Apesar de feito às pressas, Mareline acredita que o desfile foi um sucesso. Tanto que já está planejando o segundo desfile, talvez com peças de sua autoria para o inverno, como casacos e calças. Maurilene trabalha com a possibilidade de fazer dois desfiles por ano.

A ideia do desfile surgiu em abril do passado, poucos meses da mostra do artesanato. Um dia Mareline acordou com aquela intuição e foi ao quarto da filha: "Joana, quem sabe podemos fazer um desfile com as peças que eu faço ". E a ideia foi ganhando forma. “Eu continuei fazendo as minhas peças, eu sempre gosto de fazer peças diferentes.”

Há cerca de 20 dias, surgiu a oportunidade que Mareline agarrou sem pestanejar.  "Vai ser agora." Havia poucos dias para organizar, mas as meninas já estavam mais ou menos preparadas. Ela sempre dizia: "Quando eu fizer um desfile, vou chamar vocês”.

Quem deu força foi Abel Vale Júnior, o Juninho, experiente no setor artístico, principalmente teatro. "Juninho, vamos fazer um desfile?", ela disse. “Ele, com aquela garra dele, me ajudou bastante: ´Vamos, vamos. Tece duas passadeiras de 10 m ´. E foi aquela correria! Eu tecendo as passadeiras… E tinham as roupas para eu terminar, foi Deus porque foi de última hora.”

Esta primeira experiência não foi aberta ao público, explica Mareline. “Eu convidei algumas pessoas porque foi uma coisa muito rápida. Até fiz uma mesinha de frutas. Foi um teste. Mas deu certo demais.” Ela ficou satisfeita sobretudo com a repercussão nas redes sociais. “Aonde eu ando, todo mundo falando, povo mandando mensagem para mim, foi muito legal.”

Há cerca de 30 anos, Mareline trabalha com crochê. Ainda pequenina, aprendeu com a mãe, Rosângela do João Jacaré, “a fazer as correntinhas, um ponto alto, um ponto baixo. Eu peguei gosto para fazer igual”, mas “gosto de montar coisas diferentes”. Há três anos, Maureline tem uma loja na Avenida dos Artesanatos. “Meu foco está na roupa, gosto de estar inventando tipos de roupas diferentes. Mas também faço bolsas, colchas de pires, cortinas, peseiras, suplás, tapetes ovais etc.”.

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