Na verdade, depois do trabalho de identificação dos restos mortais do nosso inconfidente, nosso desejo maior seria trazê-los para Resende Costa. Entretanto, dada a importância da antiga Vila Rica e de seu papel no movimento da conjuração, era natural que todos os restos mortais fossem lá alocados. Além disso, os restos mortais de outros 13 já descansavam lá há muitos anos.
O evento do traslado dos restos mortais dos três inconfidentes foi uma marca especial do 21 de abril de 2011, dando um brilho adicional e maior às tradicionais comemorações anuais em Ouro Preto. Efetivamente, coube à Presidente da República, Dilma Roussef, ao Governador de Minas, Antônio Anastasia e ao Prefeito de Ouro Preto, Ângelo Osvaldo de Araújo Santos, a honra de depositarem as três urnas no Panteão da Inconfidência.
Entretanto, deve-se ressaltar que a presença de Resende Costa foi marcante no evento. O nosso prefeito, Adilson Avelino de Resende, teve o descortino de articular as providências necessárias para participação nas cerimônias, comparecendo em Ouro Preto à frente de um significativo número de resende-costenses: Maria Judite Resende, sua esposa, João de Paiva Filho, o Bita, vice-prefeito, os membros de sua equipe administrativa, Adriano Aparecido Magalhães, João Batista de Andrade Reis, Arlindo Resende, Ronildo da Paixão Magalhães; os cinco representantes da Câmara Municipal, Luiz Cláudio dos Reis (presidente) e Cleiton Afonso dos Santos (vice) e os vereadores Juvenal Tiago da Silva, Fábio Roberto Ferreira e José Roberto de Sousa; além desses, estiveram presentes os membros da Associação dos Amigos da Cultura de Resende Costa (AMIRCO) Hamilton Ezequiel de Resende, José Alair de Resende, Elaine Amélia Martins, Francisco Eduardo Pinto e Rosalvo Gonçalves Pinto e o líder comunitário da região da Floresta, José Campos de Resende.
A comitiva de Resende Costa foi bem prestigiada em Ouro Preto, sendo o prefeito Adilson um dos poucos a terem assento no palanque no qual estavam os que seriam agraciados com a Medalha da Inconfidência, bem ao lado da mesa principal, presidida pela presidente Dilma. Além disso, os resende-costenses foram simpaticamente acolhidos pelo diretor do Museu da Inconfidência, o doutor Rui Mourão e por sua eficiente assessora, Cláudia Regina Clock. A tal ponto que, excepcionalmente, após as cerimônias, o doutor Rui abriu o museu e o acesso ao Panteão da Inconfidência, em sua companhia e na companhia do Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), do Ministério da Cultura, José Nascimento Júnior, exclusivamente para um grupo mais reduzido de resende-costenses.
Informou-nos ainda o doutor Rui que, entre os eventuais descendentes ou interessados em homenagear os três inconfidentes, apenas os de Resende Costa se fizerem presentes, tanto nos contactos anteriores à preparação do evento como no dia de sua realização.
Afinal, graças à sorte e à técnica, nosso inconfidente é hoje o único rosto visível ao Brasil entre os demais inconfidentes. Parabéns a Resende Costa! E agora, o prefeito Adilson está de olho em uma grande homenagem a ser prestada ao Resende Costa no próximo ano, por ocasião do centenário da cidade. E para isso, já temos um rosto! Ao mesmo tempo, começamos uma nova batalha: a de tentar localizar os restos mortais do José de Resende Costa, o Filho (Arraial da Lage, 1765 – Rio de Janeiro, 1841).


Leitor do JL - 10/05/2011
Tendo Resende Costa como cidade do coração fico mt feliz e emocionada com as merecidas homenagens a seu fundador, que teve papel tão significativo na história deste País! Para os resendecostenses, ter um "rosto" personifica as origens dos Resende. Parabéns aos cientístas da UNICAMP.