Resende Costa homenageia seu herói inconfidente José de Resende Costa, o pai


Notícia

Rosalvo Pinto1

Sob os olhares da presidente Dilma e do governador Anastasia, os restos mortais dos inconfidentes foram sepultados no Panteão, em Ouro Preto.

O 21 de abril deste ano foi “um feriado de Tiradentes” muito especial para o povo resende-costense. Foi o dia em que, finalmente, pudemos ter em Minas Gerais e na histórica Ouro Preto os restos mortais do nosso inconfidente capitão José de Resende Costa (1730?-1798). Juntamente com os restos mortais do Resende Costa, vieram também os restos de mais dois inconfidentes: o do doutor Domingos Vidal de Barbosa Lage (1761-1793) e o do fazendeiro João Dias da Mota (1743-1793). As três urnas foram colocadas sob uma mesma lápide de pedra no Museu da Inconfidência.

Na verdade, depois do trabalho de identificação dos restos mortais do nosso inconfidente, nosso desejo maior seria trazê-los para Resende Costa. Entretanto, dada a importância da antiga Vila Rica e de seu papel no movimento da conjuração, era natural que todos os restos mortais fossem lá alocados. Além disso, os restos mortais de outros 13 já descansavam lá há muitos anos.

O evento do traslado dos restos mortais dos três inconfidentes foi uma marca especial do 21 de abril de 2011, dando um brilho adicional e maior às tradicionais comemorações anuais em Ouro Preto. Efetivamente, coube à Presidente da República, Dilma Roussef, ao Governador de Minas, Antônio Anastasia e ao Prefeito de Ouro Preto, Ângelo Osvaldo de Araújo Santos, a honra de depositarem as três urnas no Panteão da Inconfidência.

Entretanto, deve-se ressaltar que a presença de Resende Costa foi marcante no evento. O nosso prefeito, Adilson Avelino de Resende, teve o descortino de articular as providências necessárias para participação nas cerimônias, comparecendo em Ouro Preto à frente de um significativo número de resende-costenses: Maria Judite Resende, sua esposa, João de Paiva Filho, o Bita, vice-prefeito, os membros de sua equipe administrativa, Adriano Aparecido Magalhães, João Batista de Andrade Reis, Arlindo Resende, Ronildo da Paixão Magalhães; os cinco representantes da Câmara Municipal, Luiz Cláudio dos Reis (presidente) e Cleiton Afonso dos Santos (vice) e os vereadores Juvenal Tiago da Silva, Fábio Roberto Ferreira e José Roberto de Sousa; além desses, estiveram presentes os membros da Associação dos Amigos da Cultura de Resende Costa (AMIRCO) Hamilton Ezequiel de Resende, José Alair de Resende, Elaine Amélia Martins, Francisco Eduardo Pinto e Rosalvo Gonçalves Pinto e o líder comunitário da região da Floresta, José Campos de Resende.

A comitiva de Resende Costa foi bem prestigiada em Ouro Preto, sendo o prefeito Adilson um dos poucos a terem assento no palanque no qual estavam os que seriam agraciados com a Medalha da Inconfidência, bem ao lado da mesa principal, presidida pela presidente Dilma. Além disso, os resende-costenses foram simpaticamente acolhidos pelo diretor do Museu da Inconfidência, o doutor Rui Mourão e por sua eficiente assessora, Cláudia Regina Clock. A tal ponto que, excepcionalmente, após as cerimônias, o doutor Rui abriu o museu e o acesso ao Panteão da Inconfidência, em sua companhia e na companhia do Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), do Ministério da Cultura, José Nascimento Júnior, exclusivamente para um grupo mais reduzido de resende-costenses.

Informou-nos ainda o doutor Rui que, entre os eventuais descendentes ou interessados em homenagear os três inconfidentes, apenas os de Resende Costa se fizerem presentes, tanto nos contactos anteriores à preparação do evento como no dia de sua realização.

Afinal, graças à sorte e à técnica, nosso inconfidente é hoje o único rosto visível ao Brasil entre os demais inconfidentes. Parabéns a Resende Costa! E agora, o prefeito Adilson está de olho em uma grande homenagem a ser prestada ao Resende Costa no próximo ano, por ocasião do centenário da cidade. E para isso, já temos um rosto! Ao mesmo tempo, começamos uma nova batalha: a de tentar localizar os restos mortais do José de Resende Costa, o Filho (Arraial da Lage, 1765 – Rio de Janeiro, 1841).

Comentários

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    Tendo Resende Costa como cidade do coração fico mt feliz e emocionada com as merecidas homenagens a seu fundador, que teve papel tão significativo na história deste País! Para os resendecostenses, ter um "rosto" personifica as origens dos Resende. Parabéns aos cientístas da UNICAMP.


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