Transferência para São João del-Rei da Capela do Divino Espírito Santo de São Vicente de Minas, restauro da Capela do Santíssimo da igreja Nossa Senhora do Carmo, descoberta e designação dos mestres do Cajuru e de Lagoa Dourada e autoria da pintura policromática da imagem do Senhor Morto esculpida por Osni Paiva. Estas são algumas das contribuições do restaurador e artista plástico são-joanense Carlos Magno Araújo, 64 anos, bacharel em História e pós-graduado em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), com estudos em restauro pela Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), curso do qual foi professor, e especialização no Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (CECOR-UFMG).
O trabalho mais importante de Carlos Magno na região foi a recuperação do acervo da capela rural de 1760, estilo rococó, de São Vicente de Minas (pouco mais de 80 km de São João del-Rei), evitando assim que fosse fragmentada e caísse nas mãos de colecionadores particulares. Eram os anos 1980. Ele estudava em Ouro Preto, quando assistiu a uma palestra da professora Miriam Ribeiro sobre o pintor Joaquim José da Natividade, do século XVIII. A professora partia de um documento que atribuía ao artista são-joanense a pintura dos forros da igreja de São Tomé das Letras. “A partir dessa informação ela descobriu que outros forros da nossa região eram atribuídos a esse mesmo pintor.”
Impressionado com a palestra, Carlos Magno comentou com a professora Miriam sobre a capela rural de São Vicente de Minas, “que está sendo saqueada por ladrões”, cujo forro era “muito parecido”. E enviou uma foto para ela do forro dessa capela, “onde inclusive fui crismado”. No momento em que ela viu o forro, disse: "Sem a menor dúvida, você descobriu um Natividade novo".
Preocupado com a situação, Carlos Magno procurou o pároco de São Vicente de Minas e falou da importância da capela, que ficava a 20 km da cidade, e do risco que ela corria: “Cada vez que eu ia lá, faltava uma peça, um santo, um castiçal, etc.”. Também chegou a propor ao prefeito local “desmontar a capela e construir um novo espaço na cidade para abrigar aquela obra de arte” antes de ela desaparecer.
Diante das dificuldades apresentadas pelo padre e do desinteresse do prefeito, Carlos Magno escreveu ao presidente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Ângelo Osvaldo (atual prefeito de Ouro Preto), explicando a situação da capela que “estava sendo brutalmente saqueada e que se tinha de tomar alguma providência”.
O presidente do IPHAN, que alegou não poder tomar providência por ser um imóvel rural, disse que “era importante preservar” e enviou uma carta ao padre e ao prefeito de São Vicente de Minas, com cópia para o escritório técnico de São João del-Rei. Foram lá, fotografaram a capela, mas “não deu em nada” e os roubos continuaram. Inconformado, Carlos Magno procurou o Monsenhor Paiva, então pároco da Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar, de São João del-Rei. Quando o monsenhor Paiva viu a capela, ainda restavam “70% ou 80% da sua beleza; haviam sumido as imagens, os castiçais, a cômoda dos paramentos e o ladrão já estava levando pedaços dos altares que ele arrancava com pé-de-cabra”.
Ainda assim, Monsenhor Sebastião Paiva “ficou encantado com aquilo e tentou me ajudar”: Olha, Magno, como a capela pertence à diocese, eu vou conversar com o bispo, temos de fazer alguma coisa. O bispo da época, D. Antônio Carlos Mesquita, escreveu ao padre de São Vicente, que alegou dificuldades e autorizou desmontar a capela e levar as peças para o museu de São João del-Rei.
Espaço provisório
Com 20 anos de idade, Carlos Magno conseguiu a autorização para mapear a capela, numerando peça por peça, e desmontar o seu interior. “Como não havia lugar onde colocar essa capela, conseguimos deixar tudo guardado numa área da igreja do Rosário, em São João del-Rei, onde ficou fechada vários anos.” Mas com o tempo as peças começaram a estragar; “em pânico”, Carlos Magno procurou Monsenhor Paiva: “Nós temos de achar um lugar para montar essa capela”. Desesperado, o Monsenhor pensou em distribuir as peças entre as igrejas e o museu, o que Carlos Magno desaprovou: “Temos de montar esse conjunto inteiro, não faz sentido ser desmembrado.”
Nesse meio tempo, uma senhora faleceu e deixou uma casa para a catedral “grudada na Capela de Santo Antônio”. Carlos Magno convenceu Monsenhor Paiva a transformar a casa “num espaço para acomodar esse acervo, até que se conseguisse dinheiro e um lugar para construir a capela”. Assim, foi construído um anexo (galpão) à Capela de Santo Antônio, que “abrigou essas peças desmontadas durante 20 anos”.
Nesse galpão, Carlos Magno podia trabalhar, restaurando algumas das peças, inclusive refazendo o que tinha sido roubado a partir das fotografias anteriores ao saque e das marcas deixadas pelo ladrão. Assim, foram restauradas peças como a réplica original do Espírito Santo e a raríssima imagem de Nossa Senhora de Pentecostes. “Então, dessa forma, a gente conseguiu reproduzir, através das fotos, o elemento e, através das marcas, a proporção deles.” Entre as raridades, ainda a pintura original de mais de 260 anos e a pintura do teto da capela, em “falsa tridimensionalidade”, com uma coroa em alto relevo.
E “ficamos tentando ver como viabilizar a construção dessa capela”, que Monsenhor Paiva “queria que fosse construída no núcleo histórico, porque ele queria ser o gestor dela”. Assim, ele comprou um terreno e uma casa em ruína na Rua das Flores. Muito paciente, ele foi adquirindo as partes de herdeiros com recursos da paróquia.
A luta foi conseguir a autorização do IPHAN para construir a capela naquele lugar. “Eles não queriam que a capela tivesse formato de capela, eles falaram que aquilo ia ser um falso histórico. Eles queriam que tivesse o nome de Memorial Joaquim José da Natividade, e fomos aceitando tudo. Fizeram uma planta, foi uma luta.” Foram anos até ser aprovado no IPHAN, lembra Carlos Magno. “Depois de muito custo, conseguimos a aprovação.”
Memorial virou capela
O projeto foi elaborado pelo arquiteto André Dangelo, de forma a “adequar tudo nesse terreno”. Andreia Neves conseguiu os recursos de uma das operadoras de telefonia para construir o imóvel. E a Cemig patrocinou a restauração dos elementos artísticos que estavam danificados e a montagem da capela, conta Carlos Magno.
Foi mantido o nome oficial de Memorial Joaquim José de Natividade, “mas inaugurou-se como capela” no dia de Pentecostes em 2019 e, “na véspera da inauguração, nós resolvemos levantar um frontão para não ficar com cara de casarão. E esperamos pra ver o que ia acontecer. Eles nunca falaram nada e, um ano ou dois depois, o André Dangelo resolveu criar uma torre” que está lá até hoje.
“Hoje funciona como capela, existe a Festa do Divino com toda a majestade, todo mundo em festa nas ruas. Virou tradição.” Posteriormente, Carlos Magno ajudou São Vicente de Minas a “repaginar internamente a capela que eles perderam”, já que o prédio continuou lá. “E ficou maravilhosa também, inspirada na original”.
Monsenhor Paiva parece que esperou a capela ficar pronta para morrer, recorda Carlos Magno. Já “muito debilitado, ele celebrou a missa de inauguração, de sagração da capela. E logo depois ele morreu”.
Capela do Santíssimo
Outra contribuição relevante de Carlos Magno foi a restauração do altar da Capela do Santíssimo Sacramento da igreja do Carmo, adquirido pela Ordem Terceira do Carmo em 1940 em Resende Costa. A capela era remanescente da antiga igreja matriz de Resende Costa, erguida em 1749 e reformada mais de uma vez. Até que em 1939 foi substituída por nova construção de estilo colonial.
Esse altar estava na igreja do Carmo “totalmente repintado, com bastante dano; a repintura escondia toda a beleza dele. E a própria Ordem Terceira me contratou para restaurar esse altar. A talha dele já me lembrava muito as coisas que o Natividade projetava. Ele não era só pintor, ele tinha uma oficina itinerante, uma equipe de pessoas que trabalhavam com ele: entalhadores, carpinteiros, etc. E ele pegava, por exemplo, projetos inteiros e executava”.
A talha desse altar da igreja do Carmo sempre chamou a atenção de Carlos Magno exatamente porque “o padrão estilístico de Natividade estava presente”. Carlos Magno sabia que Natividade havia trabalhado em Resende Costa, provavelmente pintando o forro e o altar da antiga igreja matriz. O próprio Carlos Magno, ao restaurar peças para a paróquia de Resende Costa, viu no altar debaixo da imagem da padroeira (Nossa Senhora da Penha de França) “flores pintadas no assoalho, remanescentes do antigo camarim, que eram do Natividade”.
Assim, ao fazer prospecções nesse altar da igreja do Carmo a pedido da Ordem Terceira, Carlos Magno descobriu que por baixo havia pinturas de Natividade. Aprovada a sua proposta de trabalho, ele restaurou e resgatou “toda a beleza do trabalho de Natividade que estava escondida por baixo das repinturas”.
Além disso, Carlos Magno praticamente trabalhou em quase todas as igrejas antigas de São João del-Rei, “restaurando elementos das igrejas, das imagens, dos padroeiros, etc.”. Alguns desses trabalhos foram o restauro da catedral de Nossa Senhora do Pilar “mais de uma vez”; da imagem de Nossa Senhora dos Mestres, das imagens da igreja de São Francisco de Assis e, duas vezes, a de Nossa Senhora do Rosário que “tinha muito foco de cupim, problemas sérios no rosto dela”.
As imagens da Semana Santa, conta Carlos Magno, “passaram pelas minhas mãos”, como Nossa Senhora das Dores e o Senhor dos Passos. “Então, eu dediquei quase que todos os anos da minha vida como profissional da restauração, trabalhando aqui na cidade, na região.”
Mestres desconhecidos
Carlos Magno é ainda o responsável pela denominação dada a alguns mestres desconhecidos, como o “Mestre do Cajuru” e o “Mestre de Lagoa Dourada”. Sempre pronto a atender pedido do padre de alguma cidade para restaurar uma peça, ele começou a verificar que havia muitos santos que tinham a mesma aparência. “Eu percebia que era trabalho de uma única pessoa em localidades diferentes.” Quando ele entrava numa igreja, logo pensava: "Esses santos parecem muito com o que eu vi naquela outra igreja; tem as mesmas características, devem ser tudo de um autor. E nenhuma dessas imagens tinha autoria”.
Então, Carlos Magno começou a fazer um levantamento, fotografar e agrupar várias esculturas diferentes, sempre anônimas, para estudar “se elas de fato tinham saído da mesma mão”. No primeiro momento, esse material era enviado para um arquivo público em Belo Horizonte. Então, “comecei a batizar essas imagens com o nome do lugar onde eu encontrava o maior número de peças”.
O nome Mestre do Cajuru, por exemplo, surgiu porque o maior grupo de imagens encontrado no interior de uma mesma igreja foi em São Miguel do Cajuru (distrito de São João del-Rei). Carlos Magno começou a agrupar essas peças do mesmo santeiro, “mas até o presente momento tive que manter o nome de Mestre do Cajuru, porque não apareceu nenhum documento de autoria dessas peças que pertencem a um único artista”. Então, “eu agrupei todo o acervo de São Miguel do Cajuru e batizei de Mestre do Cajuru”.
O mesmo aconteceu com o acervo de imaginária de Lagoa Dourada. Carlos Magno foi trabalhar em Lagoa Dourada, a convite do padre José Válter Silva de Carvalho, para fazer uma prospecção de imagens guardadas na casa paroquial. Então, “comecei a perceber que naquela cidade a maioria das imagens era obra de um único santeiro”. Além disso, ele descobriu que em igrejas como as de Resende Costa, Prados, Ouro Branco, Congonhas e também São João del-Rei havia peças do mesmo artista anônimo. Por isso, “a princípio eu batizei aquele grupo de peças de Mestre de Lagoa Dourada. O meu trabalho foi o de agrupar essas peças e dar nome para elas”.
No início da profissão…
E como foi que Carlos Magno enveredou para a arte sacra? “Eu sempre tive um olhar voltado para arte sacra.”
Carlos Magno começou a trabalhar muito cedo, aos 12, 13 anos, comprando imagens de gesso e fazendo “pintura envelhecida” nessas imagens, inspirando-se nas igrejas de São João del-Rei. “Como eu já tinha um olhar um pouco diferente da maioria dos pintores de santos de gesso, as minhas imagens tinham um certo diferencial que agradava muito a senhoras. E naquela época estava muito em moda ter em casa imagens de gesso envelhecidas, como se fossem santos antigos mesmo.”
Carlos Magno recebeu as instruções básicas da carioca Dona Elvira, amiga de sua mãe. “Ela me ensinou como eu faria o envelhecimento e como eu aplicaria folha de ouro. Ela havia feito um curso no Rio e se propôs a me orientar porque viu que eu tinha um pouco de jeito para esse tipo de coisa.” Carlos Magno vendia essas peças para lojas de artesanato em São João del-Rei “e também para senhoras amigas da minha mãe”.
E assim surgiu o restaurador, em meados dos anos 1970. Com o tempo, essas imagens de gesso levavam tombo e essas senhoras levavam de volta para Carlos Magno fazer pequenos retoques como colar a cabeça que tinha quebrado. “Dessa forma, eu também me interessei pela parte de restauração.”
Na sequência, Carlos Magno passou a pintar móveis em estilo colonial. “Em São João del-Rei, um senhor chamado Maurício resgatou uma técnica de pintura de móveis antigos, como oratórios, arcas, etc. Eu fiquei encantado com o trabalho e comecei a me inspirar no trabalho dele. Então, eu pintava para comerciantes de lojas de artesanato que havia na Avenida Artur Bernardes. Um senhor chamado José, o Turquinho, tinha uma loja de artesanato e me pagava para pintar móveis para vender para turista e para casas de São João do Rei.”
Cusquenho
Nos anos 1980, Carlos Magno já pintava imagens e móveis quando aderiu à pintura de telas. “Eu comecei a pintar quadros inspirando-me nas pinturas de cusquenho (originárias de Cuzco, a capital do Império Inca).” Tudo começou quando ele, com 17 anos de idade, conheceu Ana Maria Parsons, “uma mulher muito culta, muito viajada, casada com um inglês que vivia em Tiradentes”.
O casal era dono do Solar da Ponte quando Ana Maria tomou conhecimento do trabalho de pintura de móveis de Carlos. “Você tem muito talento, você gosta de fazer coisas envelhecidas. E se você pintar uns quadros tipo cusquenho, eu tenho quase que certeza que você vai ter sucesso”, disse ela.
Carlos Magno aceitou o desafio e começou a reproduzir pinturas, “à minha maneira”, de um livro que Ana Maria o emprestou: “Essas pinturas lembravam os cusquenhos. Eu fazia uma releitura desses cusquenhos, dava um tratamento de envelhecimento das telas, pintava nos sacos de linhagem muito grosseiros, preparava esses sacos e aplicava bases de preparação; então ficava realmente parecendo telas antigas”.
Carlos Magno trabalhou muito tempo fazendo pinturas de cusquenho “e, de fato, comecei a vender muito. Cheguei a fazer exposições, fiz exposições em Ouro Preto, tive bastante encomenda desse tipo de quadro e as pessoas começaram a me comprar”. Foi o caso, por exemplo, de Dom Lucas Neves, o primeiro cardeal primaz do Brasil, que “ficou encantado e me comprou um ou dois”. Também Estela, que era maestrina da Orquestra Ribeiro Bastos, encomendou quadros. “Depois, pessoas do Rio e de São Paulo começaram a me encomendar esses quadros.”
Monsenhor Paiva, pároco de Nossa Senhora do Pilar, começou a contratar Carlos Magno para policromar imagens que estavam sendo esculpidas para catedral. Um exemplo é a imagem de Senhor dos Passos, o Senhor Morto, esculpida pelo artista Osni Paiva, que atualmente é usada na procissão do enterro e no descendimento da cruz, durante a Semana Santa. “Hoje, ela parece uma imagem centenária. Foi nessa ocasião que eu conheci Osni Paiva, nos tornamos amigos e até virei padrinho de casamento dele. E tudo que ele produzia naquela ocasião eu policromava.”
Ouro Preto
Ainda nos anos 1980, Carlos Magno ingressou no curso de História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). E continuou a trabalhar em quadros que eram vendidos em lojas de Ouro Preto. “Eu produzia algum tipo de artesanato para me manter. E, ao mesmo tempo, me aprofundei nos estudos.”
Nessa época, conheceu “pessoas interessantes, como a escritora e pesquisadora Miriam Ribeiro, que trabalhava com barroco mineiro e que fez todo o levantamento da obra do Aleijadinho”. Em 1988, Carlos Magno formou-se em História na UFOP e, na sequência, fez o curso de restauro na FAOP, bem como especialização no CECOR-UFMG. “E, a partir daí, eu comecei, de fato, uma vida mais voltada para pesquisa e para restauração; foi assim que deslanchou a minha carreira.”
Durante o curso de especialização em arte barroca, Carlos Magno conheceu um arquiteto que tinha uma empresa de restauração. Ele ganhou licitação para restaurar algumas obras em Belo Horizonte, convidando Carlos Magno para trabalhar como funcionário dele, por exemplo, no restauro de salas do Palácio da Liberdade.
Empresa própria
Nos anos 1990, Carlos Magno abriu a própria empresa, com o nome de Anima, que ganharia dois sócios, para restaurar monumentos e policromar peças em Minas Gerais, bem como de outros estados como o Rio de Janeiro. “Mas eu nunca me desliguei de São João del-Rei onde sempre mantive o meu ateliê.” Afinal, “São João sempre tem alguma coisa nova sendo introduzida nas igrejas, como um móvel, uma imagem, um andor, castiçais ou outro objeto ligado à arte sacra”.
Como essa sociedade se desfez, Carlos Magno abriu uma nova empresa, que já tem 12 anos, com o nome de Solo Conservação e Arte. “Agora, nesse momento, eu coloquei um ex-funcionário como meu sócio, porque eu já não estava dando conta, sozinho, de tocar essa empresa. Então, ela virou limitada.”
Atualmente, Carlos Magno trabalha com uma equipe de 12 a 15 pessoas, número que flutua de acordo com a demanda de trabalhos. “Eu tenho obras em vários lugares, como Juiz de Fora, São Tomé das Letras e Magé (RJ).” Recentemente, o artista concluiu a reprodução da pintura de dois forros do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, igreja matriz de Conceição da Barra de Minas, para o aniversário de 300 anos da primeira capela do município. E “eu sempre gosto de contratar gente da terra, nos lugares onde eu pego uma obra, para ensinar o ofício.”
Veja aqui a reportagem anterior
Carlos Magno restaurando um forro de Natividade (fotos: arquivo pessoal).


