Com 123 anos de existência, a Banda de Música “Theodoro de Faria” é presença garantida, o ano inteiro, nas procissões circunscritas às ruas do centro histórico de São João del-Rei, onde estão localizadas as principais igrejas (Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Senhora do Rosário, São Francisco de Assis e Nossa Senhora das Mercês). Com o expressivo número de mais de 200 participações por ano, o repertório da banda é constituído de dobrado e marchas festivas e fúnebres, inclusive músicas do século XVIII, de compositores da região.
Atualmente, a corporação conta com um efetivo de 35 músicos voluntários, de 11 a 80 anos de idade, sob a regência do maestro Tadeu Nicolau Rodrigues (filho do saudoso maestro Teófilo Inácio Rodrigues), auxiliado pelos maestros Geraldo Francisco das Chagas e Aldair Geraldo. “A maciça presença de jovens no efetivo da banda todos frutos de sua Escola de Música, e o idealismo de todos os seus componentes, são a esperança e a certeza de continuidade da corporação”, assegura o seu presidente Marcos Aurélio de Souza.
Escola de Música
Os principais objetivos da banda são a preservação e a difusão da tradição musical são-joanense, o ensino de música em geral e a participação em festividades civis e religiosas em São João del-Rei e na região, “o que tem cumprido integralmente nesses 123 anos de existência”, enfatiza Marcos Aurélio. “A longevidade de sua existência se deve ao interesse que a banda desperta na sociedade e na Escola de Música que ali funciona, com o objetivo de formar músicos que venham a compor seus quadros.”
Mas essa escola tem uma dimensão que vai muito além da própria banda, salienta Marcos Aurélio. Ela tem sido “um celeiro musical que forma músicos em tal quantidade que muitos optam pelo profissionalismo, ingressam na carreira militar e têm integrado bandas de música das Forças Armadas e das Polícias Militares em todo o país”.
Fundada em 1902 por um grupo de músicos idealistas, sob a liderança de Augusto Theodoro de Faria, a banda é mantida financeiramente pelas tocatas nas procissões. O fundador da nova banda era um dos músicos que se separaram da Banda de Música Ribeiro Bastos. Seu primeiro regente foi o maestro José Francisco Borges, vulgo “Zé Ximba”. Já Theodoro de Faria esteve à frente da corporação até o ano de 1917, quando passou a direção para o maestro Teófilo Inácio Rodrigues, que a dirigiu até bem próximo da sua morte, em 1973, “com o mesmo idealismo do fundador”.
Além dos três regentes, a banda é formada por um flautista, quatro clarinetistas, quatro saxofonistas (dois altos e dois tenores), oito trompetistas, três trompistas, dois euphonistas (ou toca-bombardinos), cinco trombonistas, três contrabaixistas (um elétrico), sete percussionistas, seis cantores (um convidado do Coral APPOI-Associação de Apoio à Pessoa Oncológica e ao Idoso, da Escola de Dança e Aeróbica Gisele Ventura), e dois professores.
Marcos Aurélio preside a atual diretoria (biênio 2025/2026), que é formada pelos músicos Geraldo Francisco das Chagas (secretário) e Talisson Samuel Silva (tesoureiro). Já o conselho fiscal é composto pelos músicos Celso Arcanjo da Silva, Valtencir Aparecido da Silva e Christian Kelly dos Santos.
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