As Fusqueiras de Resende Costa e seus carros de nomes próprios ou apelidos


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José Venâncio de Resende0

fotoFusqueiras em encontro de carros antigos de Lagoa Dourada.

As Fusqueiras de Resende Costa participaram, no dia 17 de maio, em Tiradentes, do 1° Encontro do Clube “Os Pinga Óleo”. “Estamos sempre participando de encontros”, diz Ivânia, uma das fundadoras do grupo ao lado de Patrícia, Lucyene, Shirley e Cida Resende. O próximo evento será o tradicional Encontro de Antigomobilismo de Prados, que chega à sua 7ª edição no dia 7 de junho, devendo reunir amantes de carros clássicos, expositores e visitantes na Fazenda do Itamar.

As Fusqueiras pegam estrada com seus fuscas de nomes próprios ou apelidos como Sô Ivan (1973), de Ivânia; Bluee (1975), de Lucyene; Possante Gil (1971), de Patricia; Wilson (1971), de Shirley; Fucao (1966), de Cida; Pedrinho (1983), de Dedeia; Aleluia (1973), de Gabriela; Caveirinha (1983), de Simone; Caçulinha (1995), de Juscilene Andreia; Dalit (1973), de Claudia; Vovô Elmo (1981), de Flávia; Purple (1979), de Lucianette; Parruquinha (1973), de Josi; e Cabuloso (1978), de Cidinha.

A partida

“As Fusqueiras nasceram de forma simples, espontânea e verdadeira”, conta Ivânia. “Tudo começou em um grupo geral no WhatsApp, onde várias mulheres compartilhavam o interesse pelo universo dos carros antigos. Naquela época, elas ainda não eram amigas - eram apenas conhecidas.”

A partida aconteceu quando Cida Resende deixou o grupo anterior. “O momento acabou servindo como ponto de aproximação entre algumas mulheres que decidiram apoiá-la”, recorda Ivânia. “Em meio às conversas, nasceu a ideia de realizarem um passeio juntas, apenas para distrair, conversar e viver um momento leve.”

Aos poucos, aquelas que acreditavam na ideia de mulheres no volante foram se aproximando, e passaram a viver “experiências, aventuras e construção de histórias juntas”. Foi então que aconteceu o primeiro passeio do grupo a Coronel Xavier Chaves, durante um encontro de carros antigos. “Sem imaginar, ali começava uma história que cresceria muito além do esperado”, comemora Ivânia.

Amizade fortalecida

Mesmo os compromissos do dia a dia impedindo, às vezes, a presença de todas nos encontros, a amizade só se fortalecia, segundo Ivânia. “Logo depois veio o passeio para o Bichinho (em Prados), momento em que perceberam que aquilo já não se tratava apenas de fuscas ou encontros automotivos. Estava nascendo uma amizade verdadeira, marcada pelo companheirismo, acolhimento e alegria.”

Com o passar do tempo, novas integrantes chegaram ao grupo. Andréia, a Dedeia, tornou-se a sexta Fusqueira. Em seguida, vieram Simone e Gabriela, ampliando ainda mais a família. “Depois, o grupo viveu um dos passeios mais marcantes da trajetória: a viagem para São João del-Rei, repleta de aventuras, risadas e memórias inesquecíveis”, relata Ivânia.

Outro nome importante nessa caminhada é o de Milena, responsável pelos vídeos e registros que conseguem transmitir a essência do grupo. “Cada gravação se transformou em uma lembrança carregada de emoção e verdade”, prossegue Ivânia. Mais tarde, chegou Juscilene Andréia, a nona Fusqueira, trazendo também o famoso “Caçulinha”, apelido carinhoso de um dos fuscas do grupo.

Aliás, todos os fuscas possuem nomes próprios e, em alguns casos, até apelidos, refletindo o carinho e a personalidade de cada veículo.

Xodós dos maridos

O grupo continuou crescendo, agora com Flávia, Cláudia, Lucianette e Josi. “E há um detalhe especial nessa fase: alguns dos fuscas eram verdadeiros xodós dos maridos, carros admirados e cuidados há muitos anos”, revela Ivânia. “Mas essas mulheres assumiram o volante, criaram coragem, abraçaram a paixão pelos antigos e passaram a escrever suas próprias histórias com os carros.”

O grupo cresce e incentiva novas participantes, segundo Ivânia. “Muitas mulheres já demonstram vontade de comprar um fusca, tirar habilitação e participar dos encontros depois de conhecerem a trajetória das Fusqueiras. Porque, no fim das contas, as Fusqueiras nunca foram apenas sobre carros - apesar de eles serem uma grande paixão. As Fusqueiras sempre foram sobre pessoas. Sobre mulheres que decidiram seguir juntas pelo caminho e transformaram simples passeios em uma linda história.”

Hoje, as Fusqueiras representam muito mais do que um grupo apaixonado por fuscas e carros antigos. “Elas simbolizam amizade, união, coragem, acolhimento e inspiração para outras mulheres”, conclui Ivânia.

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