Candidatos em São João del-Rei e Resende Costa


Eleições

José Venâncio de Resende0

Resende Costa é cobiçada por candidatos a reeleição que destinam emendas e facilitam convênios para o município (foto Thiago Morandi)

São João del-Rei é palco de intensa disputa eleitoral não apenas dos candidatos oriundos da terra, como também de outras cidades e regiões do estado. Para além dos seus pouco mais de 70 mil eleitores, a força do município multiplica-se ao despertar o interesse de candidatos e partidos por conta da sua tradição política e da influência e projeção de suas lideranças nos cenários regional e nacional.

Em São João del-Rei, os deputados federais que mais destinaram, em 2025 e 2026, recursos para saúde, assistência social e transferências especiais ao município foram, por ordem de valor, Aécio Neves (PSDB), Dr. Frederico (PL), Reginaldo Lopes (PT), Ana Pimentel (PT), Nikolas Ferreira (PL) e Domingos Sávio (PL). O levantamento foi realizado pela AMVER (Associação dos Municípios da Microrregião do Campo das Vertentes).

São João del-Rei é a terra natal de vários candidatos, seja à reeleição ou novos pretendentes, ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. São eles o deputado federal Dr. Frederico (PL), o ex-vereador Fabiano Pinto (PSB) e o radialista Luciano Nascimento (DC); e os aspirantes ao cargo no âmbito estadual: o fisioterapeuta Anderson Coelho (PRD-Solidariedade) e os deputados estaduais Cristiano Silveira (PT) e Dr Wilson Batista (PSD). Também há um candidato a senador, que é Jordano Metalúrgico (PSTU).  

Há candidatos historicamente ligados e com serviços prestados a São João del-Rei, radicados ou presentes no município. É o caso do neto de Tancredo, deputado Aécio Neves (PSDB), que vai disputar uma das vagas ao Senado (Coligação PDT/PSDB-CIDADANIA). Ou da vereadora Sinara Campos (Santa Cruz de Minas), do PV, e do ex-vereador Stefânio Pires (Santos Dumont), do MDB, candidatos pela primeira vez, respectivamente, a deputado estadual e federal; dos deputados federais Reginaldo Lopes (Bom Sucesso) e Ana Pimentel (Juiz de Fora), professora da UFSJ, que buscam a reeleição pelo PT.

 

Resende Costa

A influência política de Resende Costa também ultrapassa largamente os seus 9.680 eleitores. Não por nada, o município é cobiçado por parlamentares dos vários partidos, quer na liberação de emendas quer na facilitação de convênios com secretarias e órgãos estaduais e federais, em áreas como saúde e infraestrutura. Na legislatura que termina, os agentes políticos mais atuantes no município foram os deputados federais Dr. Frederico (PL), Diego Andrade (PSD), Domingos Sávio (PL), Hercílio Diniz (MDB) e Ana Pimentel (PT); e os estaduais Sargento Rodrigues (PL), Coronel Henrique (PL), Neilando Pimenta (Republicanos) e Cristiano Silveira (PT).

Também aparecem bem colocados nesse ranking o ex-deputado e ex-secretário de Estado Marcelo Aro Ferreira (PP) e o senador Rodrigo Pacheco (PSD). Aliás, o senador Rodrigo Pacheco e o deputado Hercílio Diniz não vão concorrer à reeleição. Já Domingos Sávio e Marcelo Aro buscam uma vaga no Senado, respectivamente pelo PL e pela União Progressista (União-PP).

É nesse emaranhado de partidos e coligações, vinculados (ou não) a candidatos a presidente ou a governador, que estão distribuídos os candidatos das duas cidades.

 

Cena brasileira

São candidatos a presidente: Clariana Barao (DC); Edmilson Costa (PCB); Escritor Augusto Cury (AVANTE e coligado); Flávio Bolsonaro (PL); Hertz Dias (PSTU); Lula (PT e coligados); Renan Santos (MISSÃO); Ronaldo Caiado (PSD); Rui Costa Pimenta (PCO); Samara (UP); Veterinário Wilson Grassi (DEMOCRATA); e Zema (NOVO).

Já os candidatos a governador e respectivos partidos são Alexandre Kalil (PDT e coligados); Ben Mendes (MISSÃO); Cleitinho Azevedo (REPUBLICANOS); Flávio Roscoe (PL); Gabriel (MDB); Indira Xavier (UP); Mateus Simões (PSD e coligados); Patrus Ananias (PT e coligados); Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU).

Grandes partidos, como Bloco UNIÃO, PP, REPUBLICANOS, MDB e mesmo o PSD, não têm interesse em lançar ou apoiar candidatos competitivos ao executivo federal porque o foco deles é formar bancadas no Congresso Nacional com poder de articulação e negociação – o chamado Centrão. O próprio presidente do PSD, Gilberto Kassab, vice do candidato pouco competitivo Ronaldo Caiado, já deixou claro em entrevista à imprensa que o objetivo principal do partido é eleger o maior número possível de deputados e senadores.    

Esses partidos buscam consolidar uma realidade brasileira em que o voto proporcional combina com um sistema político que, embora seja presidencialista, está mais para semipresidencialismo ou parlamentarismo esquizofrênico (fica com o bônus, sem assumir o ônus da governança). Assim, o eleitor deve conscientizar-se da importância real de eleger bons parlamentares (deputados federal e estadual e senador). Ou seja, é mais do que razoável dar a devida importância à escolha dos nomes ao Congresso Nacional e à Assembleia Legislativa do Estado para que possam exercer de fato o contrapeso aos poderes executivo e judiciário.

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