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Tecnologia de ensino/aprendizado na escola

04 de Agosto de 2025, por João Bosco Teixeira

Vamos vivendo dias de muita turbulência. Muitas dúvidas. Pouca esperança. Muitas interrogações. Poucas respostas. Rumos perdidos.  Em todos os campos do conhecimento. Em todas as manifestações de vida.

Para onde vai a economia? Aonde andarão os costumes? Há ainda Políticos? A vida pode ser vivida com segurança? E Deus, onde está? E a educação, como processo de libertação e amadurecimento, assim como o ensino, como sistema de aquisição de conhecimento, não escapam de todas essas perplexidades.

Para exemplificar e simplificar: utilizar ou não as variadíssimas tecnologias, facilitadoras do ensino/aprendizado no período fundamental? Ainda mais especificamente: servir-se ou não do celular como instrumento de sistemática aquisição do conhecimento?

Para opiniões divergentes, e até contrastantes, não faltam fautores e fautrizes:

um absurdo celular na sala de aula - celular hoje é peça de roupa...

celular é fonte de conhecimento superficial  -  com o celular pode-se aprender qualquer coisa...

celular desliga as pessoas - celular conecta todo mundo...

celular afasta as pessoas de leituras sérias - celular proporciona leitura ao alcance das mãos...

celular é a razão do individualismo reinante - o celular socializa o mundo...

E então, servir-se ou não dessa tecnologia para o ensino/aprendizado dos vários campos de conhecimento?

Dito de maneira absoluta, não tenho a menor dúvida de que se trata de estupendo recurso tecnológico. No que tange à sua utilização dentro da sala de aula, na escola fundamental, a questão é complexa.

Há numerosas considerações a fazer, porque nenhuma tecnologia é isolada no complicado problema do aprendizado, mas também porque essa tecnologia exige uma série enorme de outras providências que vão desde uma boa internet na escola até a posse, por parte de todos os alunos, do aparelho celular.

Um fator primordial, todavia, identifica a maior dificuldade de se implantar um ensino com o uso do celular. Fator indispensável, sem o qual o aprendizado não se dá por parte da maioria esmagadora dos alunos: tal fator se chama “professor”.

A grande maioria dos professores de nossas escolas encontra-se em condições precárias relativamente à remuneração, à consideração e respeito e ao tempo de que dispõem nas escolas. Sou capaz de afirmar, entretanto, que no tocante às modernas tecnologias – o celular em especial – os professores não têm preparo para sua proveitosa utilização: falta-lhes experiência, fizeram-se professores sem as referidas tecnologias e não querem se arriscar em uma modalidade que lhes soa estranha e inalcançável.

O celular vai demorar a sentar praça na escola. Fale-se, imagine-se o que quiser, mas não se deveria deixar de utilizar tão excepcional recurso para o ensino/aprendizado. Dificuldades existem para serem superadas.

E assim, a despeito de tudo, a escola continua desempenhando seu papel de educadora melhor, muito melhor, que seu papel de transmissora e construtora do conhecimento. Neste particular, temo que muitas escolas continuem não trazendo para dentro de seus recintos a vida de seus alunos que têm, no celular, preciosa fonte de conhecimento, comunicação e vida.

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