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Biblioteca Centenária de Resende Costa

15 de Maio de 2018, por Rosalvo

Sabe-se que os gregos, com sua reconhecida sabedoria, já tinham seus livros e, naturalmente, os depositavam em suas casas, bem como em seus ambientes de estudos sociais. Vejam-se os dois termos “biblion” (livro) e “theca” (lugar). Daí as nossas “bibliotecas”, termo difundido no Ocidente. E por isso mesmo vê-se a importância do termo e, sobretudo, o que ele representa.

Pois bem, é mais do que justo comemorar em nossa Resende Costa os 100 anos da biblioteca. Todos os países mais desenvolvidos do mundo têm suas grandes bibliotecas. Tive as oportunidades de visitar as duas maiores bibliotecas do mundo, a dos EUA (sediada em Washington) e a da Inglaterra, em Londres. Para minha alegria, em ambas pude encontrar o meu modesto livrinho, referente aos nossos Inconfidentes José de Resende Costa (Pai e Filho). A França e a Alemanha têm também bibliotecas colossais. Aqui no Brasil são poucas as grandes e boas bibliotecas. As maiores estão no Centro-Sul.

No mundo atual, embora os meios gigantescos de comunicação e a rapidez das novas descobertas, dois setores do mundo ainda sobrevivem: a imprensa e o livro. Logo, as bibliotecas estarão certamente à disposição dos povos ainda por muitos anos. Vejamos como a nossa cidade se portou em relação à nossa biblioteca. 

Resende Costa teve uma sorte: pouco depois de sua emancipação (1912), seis anos depois, recebeu um precioso presente de um de seus conterrâneos, o Antônio Gonçalves Pinto. Transferindo-se de Resende Costa há muito tempo para Belém (PA), ele doou de lá todos os seus livros para sua terra natal. Uma preciosidade: os livros, aproximadamente 300, com grande parte vindo da Europa (sobretudo de Portugal, França e Itália). 

Os livros foram encaminhados à Prefeitura, que assumiu por muito tempo o cuidado dos mesmos. Porém, posteriormente, esse acervo foi gradativamente deteriorando-se.             

 No governo do prefeito Luiz Antônio Pinto (1993/1996) o acervo, já bem crescido, foi acondicionado no imóvel anexo ao Teatro Municipal. Grande parte desse acervo, sobretudos as obras, algumas raras, doadas por Gonçalves Pinto, ficou espalhada no camarote do Teatro Municipal.

 Foi quando entrou em cena a amiRCo (Associação de Amigos da Cultura de Resende Costa). Os associados começaram suas atividades pelos livros danificados. Apresentamos ao FEC (Fundo Estadual de Cultura), um projeto de recuperação dos livros. Fomos aprovados. Os livros foram para Belo Horizonte para a sua recuperação.

 No terceiro mandato do prefeito Gilberto José Pinto andei sugerindo (melhor, “azucrinando” ...), construir uma biblioteca moderna. E, muito satisfeito, acompanhei a obra. A inauguração aconteceu em 2008.

 A sonhada biblioteca embelezou mais o nosso “Mirante das Lajes”. Ali estão, além da beleza da altitude de nossa terra, o casarão que foi sede da Prefeitura Municipal e hoje, Casa do Legislativo Municipal, a nossa gloriosa Rádio Inconfidentes, a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, o “Passinho” da Semana Santa e a imensidade da laje...

 Agora... só faltaria retirar a caixa d’água da COPASA que escondeu o nosso Mirante... quem sabe?

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